Cap. 18 – Dezoito
por Sonhado acordadoCapítulo 18
Capítulo 18. Uma declaração de guerra.
— O poderio militar do inimigo não é nada, mas… não sei por que me sinto tão apreensivo.
Timothy estava em um dilema.
Como resultado de enviar sete falcões batedores nos últimos dois dias, a força militar de Laputa era, no mínimo, medíocre, se não uma piada.
Se o poderio militar fosse o único fator, a vitória das terras Burrow seria certa.
As especificações básicas dos Burrows eram esmagadoramente melhores que as de Laputa.
A terra de Kang Chul-In, Laputa, era composta principalmente por humanos, mas a terra Burrow era composta por formigas, toupeiras, centopeias, paquinhas e outros que viviam principalmente no solo. Se uma guerra eclodisse, uma vitória esmagadora era esperada.
Mas ele se sentia apreensivo.
Na terra de Kang Chul-In, era difícil encontrar grandes ameaças, mas… isso era comumente chamado de “ter um mau pressentimento”. Timothy não se sentia muito bem com essa batalha impulsiva e imprudente.
— É difícil. Muito difícil.
Timothy soltou um longo suspiro.
Era compreensível, porque a especialidade de Timothy era [Administração] e, portanto, ele era um conselheiro mais adequado para a papelada. E assim, ele não era muito competente em táticas de guerra.
Mas também, ele não podia deixar as coisas para o Soberano, Kimura.
Kimura não sabia de nada.
Ele estava imerso em role-playing e queria ser rei, rotulando-se como “Shogun” e “Grande Guerreiro” e outras coisas que Timothy não conseguia entender. Ele era um típico tirano, um jovem tirano.
— Suspiro… meu destino!
Um longo suspiro saiu da boca do velho Goblin.
Eles definitivamente tinham a vantagem em força militar, mas ele não conseguia lidar com a apreensão que o dominava. Era como se ele fosse cutucar uma colmeia.
Mas também não havia nenhuma desculpa sólida para ele convencer Kimura a desistir da guerra. Se ele tivesse uma desculpa boa o suficiente, valeria a pena manipulá-lo e convencê-lo… mas a superioridade deles em números era tão clara que não havia nenhuma base para dizer a Kimura para desistir da batalha.
Foi então.
Uma ideia muito boa cruzou a mente do velho Goblin.
— É isso!
Foi uma ideia muito boa.
— Isso vai servir! Eu poderia fazer um argumento adequado!
Timothy sorriu amplamente e foi procurar seu Soberano, Kimura.
— Seu canalha! Como ousa atirar uma flecha em mim!
Kimura estava bebendo água com mel no salão Soberano localizado no subsolo e estava rangendo os dentes pensando em Kang Chul-In.
— Shogun!
— O quê, Goblin?
— Poderia me enviar como diplomata?
— O quê?
Kimura inclinou a cabeça, como se perguntasse que tipo de pergunta idiota era essa.
— Por que eu enviaria algo assim? Você pode simplesmente invadir!
— Existem regras na batalha também.
— Regras?
Kimura apertou os olhos e franziu a testa para Timothy.
— Embora ele seja o inimigo, existem regras básicas que é preciso manter.
— Pare de dizer coisas difíceis de entender, seu Goblin estúpido!
— Me desculpe…
— Então, qual é o seu ponto?
— Como diz o velho ditado, a melhor vitória é vencida sem luta.
— Hm… sim, isso é verdade.
Kimura assentiu.
O que Timothy disse, qualquer um ouviu pelo menos uma vez, e era uma frase da “Arte da Guerra”. Embora o mundo fosse diferente, parecia que uma vitória adquirida sem luta era valiosa em ambos os mundos.
— Se você me enviar como diplomata, eu oferecerei ao Soberano que te prejudicou para se render.
— Se render?
— Sim, Shogun. Se você oferecer rendição e eles aceitarem, não seríamos capazes de vencer sem derramar sangue? Não será fácil, mas como nossa força militar é muito maior, há uma chance.
— Hm…
Kimura pareceu contemplar, e então Timothy aproveitou a oportunidade para continuar.
— Mesmo que o oponente não aceitasse a oferta de rendição, não seria uma vantagem para mim ir como diplomata de qualquer maneira?
— Vantagem? Que vantagem?
Naquele momento, Soberano ou não, Timothy estava prestes a gritar: “Por que você vive com uma cabeça se não tem cérebro!”
Esta não era apenas uma questão de idade.
O próprio humano era apenas estúpido e não pensava muito.
Na posição de conselheiro, sua paciência foi testada repetidas vezes.
— Eu devo suportar isso… este é meu Soberano… eu devo…
Timothy perseverou com tudo o que tinha e conteve sua raiva. E com um tom gentil e educado, ele falou com Kimura.
— Primeiro, enviar um diplomata mostra que nossas terras Burrow são civilizadas e não usarão apenas a força. É uma demonstração de certo tipo.
— É só isso?
— Claro que não, meu Senhor! Um diplomata é um espião legal. Enquanto eu ofereço rendição, também trarei informações sobre o inimigo. Não seria mais preciso ver com meus próprios olhos em vez de usar falcões batedores caros?
— Hm… eu acho que você está certo também.
Quando Kimura pareceu concordar, Timothy fez uma cara confiável.
— E também, uma guerra não é apenas invadir quando você quiser, mas fazer uma declaração primeiro. É uma coisa selvagem fazer uma guerra sem qualquer aviso. Você não é um líder bom e sábio, Shogun?
— Hm… sim, isso é verdade.
— Se você confiar e deixar comigo, embora eu não possa garantir a rendição, eu trarei boas informações.
Kimura, que havia sido manipulado pelas palavras de Timothy, permitiu que ele partisse.
— Ha. Você se certifica de dizer a esse Soberano. Se ele não se render, ele provará o inferno.
— Sim, claro. Hehe~ Então eu voltarei, Shogun.
Timothy se alegrou por dentro, depois de finalmente obter a aprovação.
— Está feito!
Honestamente, Timothy não queria esta guerra precipitada e despreparada. Portanto, dizer que ele ofereceria rendição era apenas para convencer Kimura.
A intenção de Timothy era esta.
Ele iria, mas ele inventaria uma desculpa para fazer Kimura desistir da guerra, como eles têm um exército secreto ou uma arma que eles estavam escondendo.
Timothy sabia que uma guerra não era brincadeira de criança.
Além disso, ele queria visitar a terra de Kang Chul-In e aliviar a apreensão desconhecida que o consumia. No entanto, a alegria de Timothy foi de curta duração.
— Desculpe, Shogun… mas Timothy está preparado para pecar se for pela segurança do Shogun e da terra!
Timothy pediu desculpas ao seu Soberano Kimura por dentro.
Intenção à parte, as ações de Timothy estavam minando o Soberano Kimura, então ele se sentiu culpado.
— Suspiro… espero que o Shogun logo se torne um líder sábio e rápido.
Timothy murmurou e foi em direção à terra de Kang Chul-In.
Naquela tarde.
Timothy foi a Laputa como diplomata das terras Burrow. E ele conseguiu encontrar o Soberano de Laputa, Kang Chul-In.
— Então, foi apenas uma patrulha dos arredores, e você não tinha nenhuma outra intenção?
Kang Chul-In, sentado em seu trono, fez uma expressão interessada.
— Sim, senhor.
— Oh ho… isso é engraçado.
— Senhor?
— Eu me pergunto quem usaria sete daqueles falcões batedores caros apenas para patrulhar. E apenas minha terra… vocês estão transbordando de ouro por lá?
— …!
Timothy ficou sem palavras com a resposta afiada de Kang Chul-In e começou a dar uma desculpa.
— Não é isso! O Soberano dos Burrows quer paz! É só que nossas terras são tão próximas, então estamos apenas nos preparando para eventos imprevistos. Sim, é só isso.
— Eventos imprevistos?
— Eu ficaria muito grato se você pensasse nisso como uma patrulha apenas em termos defensivos. Kimura Shogun prometeu que não haverá mais dessas situações no futuro. Por favor, desta vez…
— Pare.
Kang Chul-In interrompeu Timothy no meio da frase.
— O que você acabou de dizer? Diga de novo.
— Senhor?
— Kimura? Shogun?
— Ah, sim. O Soberano dos Burrows deseja ser chamado de Shogun em vez de Soberano…
— Hahahahhahaha–!!
Kang Chul-In explodiu em gargalhadas.
— …?
Timothy não conseguia entender a risada repentina de Kang Chul-In.
O Kang Chul-In que ele viu, não era alguém que riria em uma situação formal como agora. Mesmo com um olhar, Kang Chul-In estava cheio de autoridade e dignidade enquanto ele apenas se sentava em seu trono, mas ele tinha rido. Timothy não conseguia entender.
— Soberano, posso perguntar por que você está rindo?
— Eu ri porque foi engraçado. Eu preciso de outro motivo?
Kang Chul-In respondeu.
— Que parte é engraçada?
Desconforto encheu o rosto de Timothy. Embora Kimura fosse incompetente e mostrasse sinais de ser um tirano, ele era o Soberano de Timothy. Na posição de Timothy como um conselheiro leal, era certo se sentir ofendido. No entanto, Kang Chul-In perguntou novamente com um sorriso, não se importando com os sentimentos de Timothy.
— Seu Soberano, pediu para ser chamado de Shogun?
— Sim, Soberano. Kimura Shogun…
— é um bastardo louco.
— Senhor?
— Seu Soberano é o mais louco dos loucos, um pequeno bandido.
— …!
O rosto de Timothy endureceu com as palavras de Kang Chul-In.
— Soberano, suas palavras estão insultando o Soberano das terras Burrow.
— Eu chamo um bastardo louco de louco, o que mais eu deveria chamá-lo?
— Soberano!
— Talvez se eu fosse chamá-lo de algo diferente, idiota? Retardado mental? Pandemônio… eles disseram que estava cheio de retardados mentais, era verdade.
Kang Chul-In bufou, como se esta situação fosse absurda.
Era uma resposta esperada.
Talvez se Kang Chul-In fosse uma raça diferente, mas desde que ele fosse coreano, Kimura que se chamava Shogun era louco aos olhos dele.
Shogun.
Era a posição mais importante do bakufu, e era descritiva do governante supremo do Japão nas eras medieval e atual. Apesar de ser japonês, Kang Chul-In não imaginava que haveria alguém desavergonhado o suficiente para se chamar Shogun. No entanto, Timothy, que não sabia disso, não tinha escolha a não ser ficar chateado.
— Soberano! Embora Kimura Shogun seja jovem, ele é o governante de uma terra! Se você insultar o governante da minha terra em um ambiente formal como este…
— O que, você vai entrar em guerra ou algo assim?
— Soberano! Como você pode dizer coisas tão violentas! Como eu disse anteriormente, Kimura Shogun deseja paz…
— Pare.
Kang Chul-In parou Timothy e disse em uma voz calma com autoridade.
— Timothy, você disse? Não me insulte com tais mentiras.
— …!
Naquele momento, Timothy congelou com o olhar do homem sentado no trono.
— Huk…!
O olhar olhando para baixo não era o de um criminoso. Era como um predador com sua presa na frente dele.
— Este… este homem… é diferente do Shogun…
Timothy não queria admitir, mas ele precisava aceitar que o homem na frente dele tinha um prato muito maior do que Kimura.
A própria aura era diferente.
Era como se ele tivesse nascido para ser rei. O trono lhe caía bem. E esse tipo de homem falava com autoridade, então era esperado que Timothy fosse suprimido e ficasse sem palavras.
— Timothy… mantenha a calma! Acorde! Seu Shogun foi insultado! Se você abaixar sua cauda aqui, é o mesmo que o Shogun perder!
Timothy tentou ser forte. Ele estava tentando ser um conselheiro competente.
— Soberano, embora você esteja chateado, suas palavras são muito duras. Eu gostaria que você pedisse desculpas a Kimura Shogun, meu Soberano. Se você não fizer isso, as terras Burrow declararão guerra…
Foi então.
Antes que Timothy terminasse sua frase, o Comandante James correu para o Salão Soberano e se curvou para Kang Chul-In.
— Meu Senhor, eu preciso relatar imediatamente.
— O que é?
— O inimigo se moveu do subsolo e começou a avançar para a nossa terra!
E naquele momento, Timothy sentiu seu mundo ficar amarelo e desejou morder sua língua.
— Ele não podia esperar tanto… aquele maldito!
Enquanto Timothy estava pensando nisso, Kang Chul-In sorriu e se virou para Timothy.
— O que você estava dizendo? Continue com o que você estava dizendo.
O que estava acontecendo. Timothy não conseguia levantar a cabeça de vergonha.
— Deste ponto… em diante… nossas terras Burrow… estão declarando guerra… a você Soberano.
Timothy anunciou a guerra com a cabeça ainda abaixada. Era uma peça a ser escrita na história: onde a declaração e a libertação das tropas aconteceram simultaneamente.
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