Capítulo 30 — Quando os Lobos Uivam
por Sonhado acordadoA estrada surgiu entre as árvores quando a noite começava a perder a cor.
Licaão percebeu-a antes de enxergá-la. O cheiro da terra comprimida, da madeira antiga da pequena passagem sobre o riacho, das rodas que tinham revolvido a poeira durante o dia. Esterco de animal. Couro. Homens.
Parou entre as árvores.
Conhecia aquele caminho.
Anos antes, a estrada terminava dois vales abaixo. Durante as chuvas, carroças atolavam perto do curso d’água e uma viagem curta podia consumir metade do dia. Uma família cobrava passagem por uma faixa seca de terreno; outra proibia os viajantes de contornar a lama por dentro de sua propriedade. Licaão mandara abrir uma rota melhor. Vieram as reclamações, os homens convocados para trabalhar, a pedra transportada de longe. Um dos animais usados na obra quebrara a perna e tivera de ser abatido. Mélas passara semanas reclamando do custo.
Níctimo era novo demais para participar de qualquer decisão, mas insistira em acompanhar o pai numa das inspeções.
Licaão ainda o via sobre uma pedra, apontando para a curva da estrada.
— Por que não fizeram reto?
— Porque há água embaixo.
— Então desvia a água.
— Não se desvia uma montanha porque um menino não gosta de uma curva.
Níctimo ficara ofendido.
Passara o resto da manhã explicando aos trabalhadores onde ele próprio construiria a estrada quando fosse rei.
Licaão avançou até a margem.
Duas marcas recentes de roda cruzavam a terra. Alguém passara ali naquela manhã. Outros passariam no dia seguinte.
Não havia inscrição na pedra, nem selo, nem qualquer indicação de quem ordenara aquela obra. Na época, Licaão nunca considerara necessário gravar o próprio nome. A estrada existia porque precisava existir.
Atravessou.
As patas encontraram as pedras com facilidade. Algumas eram novas. Outras tinham sido reposicionadas. A vala lateral estava limpa de folhas e lama.
Alguém cuidava do caminho.
Licaão avançou mais alguns passos.
Então sentiu fumaça.
Não vinha da antiga casa. Estava perto.
Fogueira. Comida. Animais.
Homens.
A fome reagiu tão depressa que seu corpo já se afastava da estrada quando ele compreendeu o motivo.
Desceu pela lateral do caminho e entrou na vegetação.
O cheiro o acompanhou.
Quatro pessoas. Talvez cinco. Dois animais maiores. Sangue velho, provavelmente de carne preparada para a refeição ou de algum ferimento pequeno.
A saliva veio à boca.
Licaão parou.
Poderia seguir para o outro lado do vale e nunca vê-los.
Sabia disso.
Também sabia exatamente onde estavam.
A estrada fazia uma curva adiante. Pela mata, ele conseguiria alcançar o acampamento por trás. O vento vinha na direção dele, levando os cheiros e protegendo sua aproximação. Os homens não o perceberiam até estar perto.
Os animais talvez percebessem.
Dois homens adultos. Um mais velho, pela respiração pesada. Outro jovem. Uma mulher. Uma criança ou rapaz menor.
Uma lança estava apoiada em algum lugar.
Não nas mãos de ninguém.
Licaão fechou a boca.
Desceu três passos pela encosta.
Parou.
Uma voz chegou através das árvores.
— Eu disse que a gente devia ter ficado em Tegea.
Outra respondeu:
— E eu disse que chegaríamos antes de escurecer.
— Não chegamos.
— Isso eu também já percebi.
Uma mulher riu.
O som atravessou o mato sem importância alguma. Riso de gente cansada depois de um dia de estrada.
Licaão permaneceu onde estava.
— Pelo menos a estrada é boa — disse outra voz.
— Estrada boa não acende fogueira.
— Pelo caminho velho a gente ainda estaria tirando a carroça da lama.
— Pelo caminho velho ninguém fica falando de lobo.
Houve um silêncio.
A criança perguntou:
— Aqui tem?
— Tem o quê?
— O rei.
O homem mais velho resmungou.
— Pronto.
— Aristos falou que ele mora nas montanhas.
— Aristos também disse que viu uma mulher com duas cabeças perto de Heraia.
— Era verdade?
— Claro que não.
— E o rei?
A mulher entrou na conversa.
— Come.
— Mas ele virou lobo?
— Foi o que disseram.
— Zeus fez isso?
— Dizem que fez.
O homem mais jovem mexeu na fogueira. Licaão ouviu a madeira estalar.
— Em Mantineia falaram que o rei tentou matar Zeus.
— Não foi assim — disse o mais velho.
— Você estava lá?
— Não.
— Então como sabe?
— Ouvi de um homem que conversou com um soldado da casa.
— Agora isso conta como estar lá?
— Cheguei mais perto que você.
A criança voltou ao assunto:
— Ele matou o filho?
Ninguém respondeu imediatamente.
Licaão não se moveu.
O cheiro de sangue se tornara mais forte. O rapaz devia ter aberto a mão ou um dos dedos enquanto mexia na lenha.
Pouco.
Bastava.
Os músculos das pernas de Licaão se prepararam.
A mulher respondeu:
— Foi o que aconteceu.
— Por quê?
— Porque achou que o homem hospedado na casa era um deus.
— E aí matou o filho?
— Matou.
O rapaz junto ao fogo falou:
— Eu ouvi que matou todos.
Licaão ergueu a cabeça.
— Todos quem? — perguntou a mulher.
— Os filhos.
— Ele tinha um.
— Meu tio falou que eram vários.
— Seu tio não consegue contar nem as cabras que tem.
— Disseram que encheu uma mesa inteira.
O homem mais velho deu uma risada seca.
— Daqui a um mês vão contar que alimentou metade da Arcádia.
— Talvez tenha alimentado.
— Não alimentou.
Licaão avançou.
Um galho rangeu debaixo da pata.
O animal preso perto da carroça ergueu a cabeça.
A criança percebeu.
— O que foi?
— Nada.
O homem mais jovem pegou a lança.
Licaão sabia a distância entre os dois.
Se atacasse naquele instante, alcançaria o rapaz antes que ele colocasse a ponta da arma à frente do corpo.
O cheiro do corte era ainda mais nítido.
Deu outro passo.
A criança continuou:
— Disseram também que ele entende quando chamam pelo nome.
Licaão parou.
— Quem disse isso?
— Aristos.
O velho riu.
— Claro que foi.
— Ele falou que um homem viu o lobo, chamou “Licaão” e o bicho olhou.
— Se você chamar qualquer lobo de Licaão e ele virar a cabeça, vai achar que encontrou o rei?
— Eu não.
— Então termine de comer.
O homem jovem continuava observando as árvores.
Entre as folhas, Licaão via partes do acampamento. Uma mão perto do fogo. Um ombro. A ponta da lança.
E ouvia o próprio nome.
Licaão.
Estavam falando dele a poucos passos.
Errado.
Misturado a filhos que nunca existiram, mortes que não aconteceram, uma mesa que crescera até comportar cadáveres demais. Até a presença de Zeus já ganhava outra forma.
Licaão conhecia a sequência verdadeira.
Sabia quem estivera no salão.
Sabia quando Mélas recusara.
Sabia o que Theron fizera.
Sabia onde Dia estava.
Sabia quantos filhos tivera.
Um.
Apenas um.
Abriu a boca.
Poderia corrigi-los.
O som começou a subir pela garganta.
Não era palavra.
Fechou a boca.
O rapaz ergueu a lança.
— Tem alguma coisa ali.
A mulher puxou a criança para mais perto.
O velho arrancou um pedaço de madeira do fogo e ficou de pé.
Licaão sentiu o medo dos três.
Sentiu também o sangue.
A fome reduziu tudo ao rapaz mais próximo.
A perna direita estava avançada demais. A lança, alta. Se Licaão viesse por baixo, atingiria o homem antes que ele corrigisse a posição.
Depois a mulher.
O velho levaria mais tempo.
A criança…
Licaão recuou.
A fome respondeu.
Recuou novamente.
As patas obedeceram, embora o corpo inteiro quisesse a direção contrária.
O cheiro enfraqueceu um pouco.
O rapaz avançou até a borda do círculo de luz.
— Eu vi olhos.
— Lobo?
— Acho que sim.
A criança perguntou:
— Era ele?
O rapaz não respondeu.
Licaão virou-se e entrou na mata.
Atrás dele, alguém colocou mais madeira no fogo. A conversa recomeçou pouco depois, mais baixa, e as palavras deixaram de chegar com clareza.
Continuou andando.
A estrada permaneceu à sua direita durante algum tempo. Não precisava vê-la para saber onde estava.
Mandara homens abrir aquele caminho.
E homens continuavam usando-o.
Carregavam vinho, lã e grão. Famílias atravessavam o vale mais depressa. Uma mulher podia chegar a uma casa antes da chuva. Uma criança não precisaria passar a tarde inteira ajudando a empurrar uma carroça atolada.
Tudo isso continuava verdadeiro.
Também era verdade que homens tinham sido tirados das próprias terras para construir a estrada. Alguns perderam dias de plantio. Outros reclamaram da quantidade de pedra exigida. Houve quem agradecesse depois.
Durante anos, o resultado bastara para Licaão.
A estrada funcionava.
A punição de Damon funcionara.
O medo funcionara.
Seu nome funcionara.
Até o corte do bosque dera o resultado desejado: o depósito recebera madeira, o teto fora reparado.
O teste também funcionara.
Funcionara melhor do que qualquer outro.
Agetor reconhecera Níctimo.
Licaão finalmente soubera.
Parou.
Havia um riacho adiante.
Desceu até a margem, mas não bebeu. Ficou olhando a água escura correr sobre as pedras.
Níctimo nunca gostara de respostas rápidas.
Não era totalmente verdade.
Quando menino, adorava responder antes de entender. Dizia qualquer coisa e passava os minutos seguintes defendendo a resposta com uma convicção que aumentava à medida que percebia estar errado.
Licaão passara anos tentando corrigir aquilo.
Pergunte quem paga.
Pergunte o que acontece depois.
Pergunte o que sua decisão ensina a quem estiver olhando.
Não escolha alguma coisa apenas porque consegue fazê-la.
Licaão ergueu a cabeça.
A última frase não era dele.
Talvez devesse ter sido.
O bosque estava quieto ao redor.
A memória de Níctimo veio sem pedir.
O filho diante dele, dias antes do banquete, irritado, tentando fazê-lo desistir.
Licaão lembrava de várias frases. Da postura. Da maneira como Níctimo reduzia a própria voz quando percebia que começaria a gritar.
Outra lembrança se sobrepôs.
Muito mais antiga.
Níctimo ainda jovem, sentado diante de uma tábua, incapaz de fingir indiferença quando errava uma resposta.
Licaão fizera uma pergunta.
O menino respondera algo absurdo.
Ele rira.
Níctimo ficara vermelho.
— Por que perguntou se já sabia?
— Para descobrir se você sabia.
— Isso não é justo.
— É só uma pergunta.
— Você sempre faz isso.
— Faço o quê?
O menino pensara bastante antes de responder.
Depois dera aquele sorriso torto que aparecia sempre que achava ter descoberto alguma coisa importante sobre o pai.
— Espera eu errar para saber o que ainda precisa me ensinar.
Licaão lembrava de ter gostado da resposta.
Anos depois, Níctimo aprendera a fazer perguntas de volta.
E Licaão deixara de gostar.
A lembrança mudou.
O fecho da túnica do filho estava torto.
Licaão o acertara com dois dedos sem interromper a conversa. Um gesto tão banal que não tivera qualquer importância naquele momento.
Agora permanecia.
A fome voltou.
Os viajantes continuavam perto o bastante para que o cheiro do sangue do rapaz alcançasse o riacho.
Níctimo ocupava a memória.
O corpo queria outro homem.
As duas coisas coexistiam sem dificuldade alguma.
Licaão fechou os dentes.
A fome conhecia apenas carne.
Ele ainda conhecia os nomes que vinham antes dela.
Filho.
Mulher.
Soldado.
Viajante.
Homem.
Durante muito tempo também modificara nomes para tornar decisões possíveis.
Trabalhador.
Culpado.
Exemplo.
Custo.
Instrumento.
Níctimo fora o último.
Teste.
A água corria.
A estrada funcionava.
O reino continuava.
O teste dera a resposta exata.
Licaão permaneceu junto ao riacho por muito tempo.
Depois começou a andar para longe dos viajantes.
A cada passo, o sangue ficava mais distante.
A fome não desapareceu.
Ele não esperava mais que desaparecesse.
Quando a luz da fogueira humana já não atravessava as árvores, um lobo chamou de algum ponto das montanhas.
Licaão levantou a cabeça.
Outro respondeu numa encosta mais distante.
O corpo reconheceu o chamado.
Dessa vez ele não tentou dizer o próprio nome.
A memória ainda estava lá.
Níctimo diante da tábua.
O fecho torto.
A pergunta.
Porque conheço você.
O filho acreditara que existia uma parte do pai capaz de perceber onde deveria parar.
Licaão entrou mais fundo na montanha.
O lobo chamou novamente.
Dessa vez ele respondeu.
Depois disso, ninguém soube dizer em qual noite as histórias começaram a tratar a fera como se sempre tivesse vivido ali.
No início, os relatos ainda permaneciam próximos demais do que ocorrera para parecer lenda.
Um soldado vira um lobo grande perto das ruínas da casa real.
Um pastor encontrara pegadas enormes junto a um curral.
Dois viajantes juraram que algum animal os acompanhara pela mata durante parte de uma noite. Uma mulher, voltando para Tegea, dissera ter visto olhos entre as árvores.
Sempre havia outra explicação.
Lobos já viviam naquelas montanhas antes do nascimento de Licaão.
O incêndio podia ter expulsado animais de áreas próximas.
Caçadores exageravam.
Crianças ouviam metade de uma história e criavam a outra metade.
Enquanto isso, a Arcádia precisava continuar.
A disputa pela água perto de Tegea recebeu primeiro uma decisão provisória. Depois homens enviados por Theron mediram as passagens e descobriram que as duas famílias haviam escondido alguma coisa: uma abrira um trecho a mais; a outra omitira uma pequena barragem feita meses antes.
Parte da antiga casa de Licaão precisou ser derrubada porque nenhuma escora a salvaria. O restante foi coberto antes das chuvas.
O grão mudou de depósito.
Mensageiros aprenderam a procurar mais de uma pessoa.
Alguns odiaram o novo costume. Outros perceberam rapidamente que podiam procurar Mélas quando queriam uma solução política, Theron quando havia homens armados envolvidos e Dia quando alguma questão dizia respeito à casa.
Theron continuou comandando soldados e recusou mais de uma vez qualquer frase que o aproximasse de uma coroa.
Mélas acumulou registros, problemas e perguntas para as quais já não havia uma única porta.
Agelau voltou aos ritos. Falava pouco sobre o julgamento de Zeus, menos ainda quando os homens pediam que repetisse sinais e palavras exatas. Aqueles que não estiveram presentes acabaram falando muito mais.
Dia guardou o fecho de bronze de Níctimo.
Quando encontraram a cadeira onde Licaão costumava receber algumas audiências menores, um trabalhador perguntou se deveriam restaurá-la.
A madeira estava chamuscada de um lado e rachada perto de uma das pernas.
Dia examinou-a.
— Para quê?
O homem não soube responder.
A cadeira acabou desmontada.
As partes ainda boas foram usadas em outros reparos.
As histórias continuaram viajando.
Numa aldeia, contavam que Licaão matara Níctimo diante de um altar.
Em outra, que sacrificara todos os próprios filhos.
Quem conhecera a casa corrigia:
— Ele tinha um filho.
Meses depois, alguém já respondia:
— Foi o que contaram para você.
Alguns juravam que Zeus descera envolto em relâmpagos.
Outros afirmavam que chegara vestido como mendigo.
Havia quem dissesse que Licaão reconhecera o deus pelo brilho dos olhos.
Quem estivera perto sabia que acontecera justamente o contrário. O rei passara dias tentando descobrir quem tinha recebido sob o teto.
Essa parte agradava menos aos homens que contavam histórias junto ao fogo.
O banquete cresceu.
A carne passou a aparecer em tigelas, espetos e grandes caldeirões, conforme a região. Em algumas versões, Zeus provava um pedaço antes de reconhecer o horror. Em outras, derrubava a mesa sem tocar na comida.
Alguns colocavam o raio antes da revelação.
Outros depois.
Às vezes Licaão se transformava no salão. Às vezes corria para o bosque ainda homem e só ali se tornava fera.
O lobo permanecia.
As crianças gostavam do lobo.
— Ele ainda é rei? — perguntou uma menina certa noite.
O avô estava junto ao fogo, consertando uma correia.
— Rei de quem?
— Dos lobos.
O velho puxou o couro para apertar o nó.
— Lobo não precisa de rei.
— Como sabe?
Ele trabalhou mais um pouco antes de responder.
— Porque continua sendo lobo sem um.
A menina ficou pensando.
— Minha mãe disse que ele come gente.
— Sua mãe quer que você pare de sair sozinha quando escurece.
— Então é mentira?
— Eu não disse isso.
A menina se aproximou mais do fogo.
Do lado de fora, os cães permaneciam quietos.
— E se eu encontrar ele?
— Entra em casa.
— E se ele falar comigo?
O velho parou de trabalhar.
Olhou para a neta.
— Aí você corre mais rápido.
Ela riu.
Ele não.
Anos depois, viajantes ainda usavam a estrada que cortava aquele vale.
Algumas pedras haviam sido substituídas tantas vezes que já não restava nenhuma das primeiras. A curva junto ao riacho continuava no mesmo lugar. Homens reclamavam dela quando as carroças vinham pesadas.
Ninguém desviara a montanha.
Numa noite fria, três viajantes atravessavam o trecho depois de o sol desaparecer.
O mais jovem queria parar. O mais velho insistia que havia uma casa conhecida além do próximo vale e seria melhor alcançar um teto antes que a temperatura caísse ainda mais.
— Tem lobo aqui.
— Tem lobo em toda montanha.
— Disseram que é nessa estrada que ele aparece.
O terceiro homem perguntou:
— Quem?
O rapaz não respondeu.
Não precisava.
Mais adiante, alguma coisa se moveu entre os troncos.
Os três pararam.
O animal saiu apenas o bastante para que a lua alcançasse o dorso.
Grande.
Magro.
Pelo escuro.
Uma das orelhas marcada.
O rapaz levou a mão à lança.
— Não.
O homem mais velho falou sem erguer a voz.
— Continua andando.
— É ele?
— É um lobo.
O animal permaneceu fora da estrada.
Nenhum dos homens tentou chegar mais perto.
Nenhum correu.
A carroça voltou a andar.
As rodas atravessaram a curva, passaram pelas pedras e chegaram à pequena ponte sobre a água. Quando alcançaram o outro lado, o rapaz olhou para trás.
Não havia nada na margem.
Continuaram.
De algum ponto distante da montanha veio um uivo.
Outro respondeu de um vale mais baixo.
Depois um terceiro.
Os homens seguiram pela estrada.
E, entre as árvores, os lobos uivavam.
FIM
O que você achou deste capítulo?
para reagir.


— Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
— Evite spoilers do capítulo ou da história.
— Comentários ofensivos serão removidos.
Use os comentários para conversar sobre a leitura sem estragar a experiência de quem ainda está acompanhando.