OverlordCAP. 2317 MIN

“…Mas como assim!?”

“Urh! Aconteceu algo?”

“Não, não é nada. Eu estava simplesmente falando comigo mesmo. Não quis te alarmar.”

Ainz se recuperou em um instante e imediatamente retornou ao seu estado de espírito calmo. Se seu corpo ainda fosse humano, ele estaria suando baldes agora.

O Chefe simplesmente disse:

“Se diz…”

E não perguntou mais.

Talvez o Chefe já tivesse assimilado que “magic casters” são “esquisitões”. De todo modo, isso era melhor para Ainz…

“O senhor sente sede? Posso preparar algo pra beber.”

“Oh, não, eu não estou com sede. Por favor, não se incomode.”

Sua esposa não estava mais na sala, mas sim do lado de fora — ela precisava ajudar em muitas coisas. Apenas Ainz e o Chefe estavam na casa agora.

Ainz perguntou pela primeira vez sobre os países vizinhos, e o chefe respondeu com muitos nomes que ele nunca tinha ouvido antes. Embora Ainz estivesse preparado para isso, ele não pôde deixar de ficar surpreso depois de ouvi-los.

A princípio, Ainz achava que esse mundo seria projetado de acordo com os princípios fundamentais de YGGDRASIL. Afinal, ele poderia usar a mesma magia de YGGDRASIL aqui, e havia muitas semelhanças com YGGDRASIL. No entanto, nenhum dos nomes que ele ouviu estava relacionado a YGGDRASIL.

Os países vizinhos eram o Reino Re-Estize, Império Baharuth e Teocracia Slane. Esses nomes não existiam no contexto de YGGDRASIL, que era inspirada na mitologia nórdica.

Ainz sentiu como se o mundo estivesse girando e seu corpo estivesse sacudindo. Ainz segurou a borda da mesa com a mão para manter o equilíbrio. Embora esperasse que este mundo fosse diferente, ele não pôde deixar de se surpreender com isso.

O impacto foi maior do que esperava.

Esta foi a primeira vez que ele se sentiu tão abalado desde que tornou-se undead.

Ainz tentou ao máximo manter a calma e reconsiderou o que ouvira sobre as nações vizinhas e a geografia local.

Primeiramente, havia o Reino Re-Estize e o Império Baharuth. Essas nações ficavam em lados opostos de uma cadeia de montanhas, e ao sul daquelas montanhas havia uma floresta extensa, e na borda daquela floresta ficava esse vilarejo, um pouco mais ao sul a Cidade Fortaleza de E-Rantel.

As relações entre o Reino e o Império eram ruins, e eles lutavam uma batalha no deserto perto de E-Rantel quase todos os anos.

Mais ao extremo sul estava a Teocracia Slane.

A melhor maneira de descrever a orientação desses países era desenhar um círculo e depois dividi-lo com um “ꓕ”. Parecia confuso, mas era muito mais fácil descrever as coisas dessa maneira. Na esquerda estava o Reino Re-Estize, na direita o Império Baharuth, e abaixo deles estava a Teocracia Slane. Havia outros países, mas o Chefe só sabia desses três.

O Chefe não tinha certeza de onde exatamente este vilarejo situava-se entre os três.

Em outras palavras—

“…Que idiotice a minha.”

Os cavaleiros de agora a pouco estavam vestindo uma armadura estampada com a insígnia do Império Baharuth, então o chefe acreditava que eles eram do Império Baharuth.

Mas essa área também fazia fronteira com a Teocracia Slane, então também poderiam ser cavaleiros daquele país, só que disfarçados.

Libertar todos foi um erro. Ele deveria ter mantido um para interrogatório, mas era tarde demais para isso agora.

Se este foi trabalho da Teocracia Slane, então ele provavelmente deveria fazer algo do lado do Império. Do lado do Reino, ele deveria ter acumulado gratidão suficiente por resgatar o vilarejo, então as coisas deveriam estar bem por enquanto.

Ainz imergiu-se em pensamentos.

Ele foi o único a vir parar neste mundo?

Impossível. Havia uma grande chance de outros jogadores terem vindo aqui também.

Talvez Herohero estivesse aqui também. Ele precisava pensar sobre o que aconteceria se encontrasse outros jogadores.

Se outros jogadores viessem a este mundo, eles provavelmente se reuniriam, considerando a natureza do povo japonês. Quando chegasse a hora, ele teria que fazer quase qualquer coisa para se misturar. Ele poderia dar qualquer coisa, desde que não envolvesse a Ainz Ooal Gown.

O problema era o que aconteceria se o outro lado o considerasse um obstáculo. A possibilidade era pequena, mas não podia ser descartada.

Desde sempre a guilda Ainz Ooal Gown foi vista como uma alcova de vilões, por conta do PKing, e assim se tornaram uma guilda muito odiada. Ele não podia ter certeza de que essa imagem negativa era a única coisa que resgatara. Até onde ele sabia, os outros jogadores poderiam querer se vingar dele por um senso de justiça ou raiva contida.

Para evitar que outros declarassem vingança contra ele, ele precisava se abster de fazer qualquer coisa que antagonizasse as pessoas ao redor. Por exemplo, massacrar a população local — especialmente civis inocentes — poderia enfurecer os jogadores que ainda não perderam o viés de humanidade. Claro, seria uma questão diferente se houvesse uma razão que os satisfaria, como matar os cavaleiros que tentaram massacrar o vilarejo.

De todo modo, seria melhor se ações futuras fossem tomadas por algum motivo bem justificável. Isso também significava que ele teria que fazer coisas de que não gostava, mas quanto a isso, nada poderia ser feito.

Se as pessoas que ele encontrasse tivessem ódio contra a Ainz Ooal Gown, então o combate seria inevitável. Para esse fim, ele deveria elaborar um plano e contramedidas se essa situação ocorresse.

Dada a força atual das defesas da Grande Tumba de Nazarick, eles poderiam facilmente dominar cerca de 30 jogadores de níveis 100. Além disso, eles poderiam usar itens World-Class em sua defesa, por isso era uma fortaleza quase inexpugnável. Eles provavelmente seriam capazes de repelir invasores como no passado.

No entanto, era fácil ver quão terrível a situação poderia ser sem reforços. Além disso, o trunfo da Ainz Ooal Gown — seus itens World-Class — drenaria os níveis de Ainz toda vez que ele liberasse todo o seu poder. Se fossem atacados sucessivamente, chegaria a hora em que os Itens World-Class ficariam inutilizáveis.

Ainz estava muito ciente que em um cenário de guerra como o que havia em mente eram propensos ao viés do seu ponto de vista. No entanto, Ainz não era mais uma criança, e ele sempre considerou o pior cenário possível antes de tomar qualquer ação. Era um pensamento básico de como evitar problemas antes que acontecessem.

Se ele apenas quisesse evitar tudo, ele poderia simplesmente viver nas montanhas como um animal selvagem. No entanto, o poder que possuía e o poderoso nome que assumira o impediram de fazer isso.

Se ele quisesse coexistir pacificamente com o mundo, precisaria lidar com os problemas quando surgissem.

Como tal, o combate e a expansão do poderio militar se tornariam um tópico muito importante no futuro. Ele precisava coletar informações sobre este mundo, bem como notícias sobre outros jogadores.

“…Isso deve servir.”

“O que aconteceu?”

“Não é nada. Eu simplesmente me distanciei porque as coisas não eram como eu esperava. Então, pode me falar sobre outra coisa?”

“Ah, sim, claro.”

O Chefe do Vilarejo começou a falar sobre monstros.

Muito parecido com YGGDRASIL, este mundo tinha monstros também. A floresta próxima estava cheia de monstros, e um deles era conhecido como o “Sábio Rei da Floresta”.

Havia também Dwarfs, todos os tipos de Elfos, Goblins, Orcs, Ogros e outros. Aparentemente, alguns dos demi-humanos até construíram sua própria nação.

Havia pessoas chamadas “Aventureiros” que expulsavam monstros e contavam com muitos magic casters entre eles. Aparentemente, esses aventureiros tinham suas próprias guildas situadas nas grandes cidades.

Além disso, ele também aprendeu sobre a Cidade Fortaleza de E-Rantel.

Segundo o Chefe, E-Rantel era a maior cidade da região, embora não soubesse exatamente o tamanho da população. Esse parecia ser o melhor lugar para coletar informações.

Embora as palavras do Chefe tenham sido úteis, ainda havia muitos detalhes ainda não esclarecidos. Portanto, seria melhor enviar alguém para descobrir, em vez de fazer mais perguntas ao Chefe.

E por fim, havia a questão da linguagem. Foi realmente surpreendente que eles entendessem o japonês nesse novo mundo. Como resultado, Ainz olhou atentamente para a boca do Chefe e descobriu que, na verdade, ele não falava japonês. As palavras ditas através dos movimentos labiais eram totalmente diferentes do idioma japonês.

Depois disso, ele fez mais algumas experiências.

Sua conclusão foi que alguém havia alimentado as pessoas deste mundo com algum tipo de Tradução Konnyaku. No entanto, ele não sabia quem havia os alimentado com isso.

A linguagem deste mundo era traduzida antes que a outra parte a ouvisse.

Como podia entender o que a outra parte dizia, então seria ele capaz de se comunicar com formas de vida não humanas, como, por exemplo, um cachorro ou um gato? A questão agora era quem havia feito isso. Além disso, o Chefe não achava essa situação estranha.

Parecia perfeitamente natural para ele.

—Em outras palavras, esse era um princípio básico do mundo. Então, novamente, quando se pensava calmamente, este era um mundo mágico, que poderia ser executado em preceitos completamente diferentes do mundo em que Ainz nascera.

Parece que o conhecimento básico e os fatos que ele aprendeu em sua vida anterior não eram mais aplicáveis agora. Este era um problema grave.

Se ele era ignorante sobre este mundo, havia uma chance de ele cometer um erro fatal.

“Ignorância” era sinônimo de “desastre”, neste caso.

Neste momento, Ainz não sabia absolutamente nada. Ele teria que resolver este problema rapidamente, mas não tinha idéia de por onde começar. Será que teria que sequestrar alguém e fazê-lo abrir o bico? Essa não é uma opção muito viável.

Sendo esse o caso, havia apenas uma alternativa para ele.

“…Parece que vou precisar morar em uma cidade por um tempo.”

Ele teria que observar e imitar muitas coisas para aprender sobre o mundo. Ele também precisava entender a magia deste mundo e muitas outras coisas a respeito disso.

Enquanto pensava, ouviu passos do lado de fora da frágil porta de madeira. Houve um grande atraso entre os sons dos passos, o que significava que, quem quer que fosse, não estava avançando rapidamente. Aqueles eram os sons de passos constantes e pesados de um homem crescido.

Uma batida veio da porta, Ainz se virou. O Chefe não pôde deixar de olhar para o rosto de Ainz. Ele não ousou agir por vontade própria, porque ainda estava explicando as coisas para seu salvador, como pagamento por salvá-lo e todos os outros no vilarejo.

“Pode ir atender, não me importo. Eu estava pretendendo fazer uma pausa. Não há problema algum se o senhor se ausentar.”

“Eu sinto muito sobre isso.”

Disse o Chefe se curvando pedindo desculpas. Ele se dirigiu para a porta e quando a abriu, apareceu um aldeão. Ele olhou primeiro para o Chefe, depois para Ainz, e disse:

“Chefe, desculpe por te interromper enquanto conversa com nosso convidado, mas eles tão prontos pro enterro…”

“Oh…”

O Chefe olhou para Ainz, seus olhos implorando por sua aprovação.

“Está bem. Não há necessidade de se preocupar comigo.”

“Muito obrigado. Diga aos outros que daqui a pouco eu chego lá.”

Parte 2

A cerimônia de sepultamento foi realizada em um cemitério comunal à poucos metros do vilarejo. Estava cercado por uma cerca quebrada e dentro havia várias placas de pedra circular com os nomes das pessoas.

O Chefe do Vilarejo recitou os versos para sossegar os espíritos dos mortos, e as palavras de sua boca apelaram para um deus que Ainz nunca tinha ouvido falar em YGGDRASIL. Era uma oração para que os espíritos dos mortos encontrassem paz.

Parecia que não havia mão de obra suficiente para enterrar todos os corpos um a um, então eles decidiram enterrá-los logo. Para Ainz, enterrar os mortos no dia em que morreram era precipitado demais, mas talvez essa fosse uma prática normal para as crenças neste mundo.

Ele viu as irmãs que salvou entre os outros moradores — Enri Emmot e Nemu Emmot.

Os corpos de seus pais estavam entre aqueles que seriam enterrados hoje.

Enquanto observava os aldeões de perto, ele acariciou uma varinha com 30 centímetros de comprimento sob o manto. A varinha era feita de marfim e coberta de ouro. Havia runas sobre o punho e irradiava uma aura de sacralidade.

Era a [Varinha da Ressurreição].

Um item mágico que poderia devolver vida aos mortos. Claro, Ainz não possuía apenas uma dessas varinhas. Ele tinha o suficiente para ressuscitar todos os mortos do vilarejo, com espaço de sobra.

De acordo com o Chefe do Vilarejo, a magia deste mundo não tem o poder de ressuscitar os mortos. Sendo esse o caso, se ele usasse sua varinha, ele criaria um milagre neste vilarejo.

Depois que a oração terminou, quando a cerimônia de sepultamento se aproximava do fim, Ainz devolveu a varinha ao seu inventário.

Ele poderia tê-los trazido de volta à vida, mas escolheu não o fazer. Isto não foi porque sentia que as almas dos mortos eram o domínio dos deuses, ou alguma outra razão religiosa. Foi simplesmente porque ele sentiu que não havia benefícios em fazê-lo.

Não era difícil dizer qual seria mais ameaçador, um magic caster que poderia tirar vidas, ou um magic caster que pudesse devolvê-las. Além disso, as chances de os aldeões guardarem o segredo seriam muito baixas, mesmo que ele ordenasse que não falassem sobre as ressurreições.

O poder de conquistar a morte era algo que todos ansiavam.

Se as coisas fossem diferentes, ele poderia ter usado esse poder para trazer os mortos de volta à vida. No entanto, ele não tinha informações suficientes sobre as condições locais, por isso seria imprudente fazê-lo agora.

“Eles devem se contentar com o fato de que o vilarejo foi salvo.”

Ainz murmurou enquanto olhava para o Death Knight que estava em pé atrás dele.

O Death Knight era outro mistério.

Em YGGDRASIL, todos os monstros convocados desapareceriam após um certo tempo, a menos que fossem usados métodos especiais em sua convocação. Ele não usara nenhum desses métodos para convocar o Death Knight e seu tempo de convocação havia terminado, mas ele permanecia aqui.

Embora tivesse muitas hipóteses para esse fenômeno, ele ainda não sabia o suficiente para chegar a uma resposta. Enquanto Ainz estava pensando sobre isso, um par de figuras apareceu ao lado dele.

Uma era Albedo, e o outro era praticamente humanoide, mas parecia uma aranha vestida com um uniforme ninja. Suas oito pernas estavam cheias de lâminas afiadas.

“Um Eight-Edge Assassin? Albedo, mas isso…”

Ainz olhou em volta, mas parecia que nenhum dos aldeões estava prestando atenção aqui. Albedo era uma coisa, mas trazer um monstro aqui os tornaria o centro de atração, mesmo se o enterro estivesse acontecendo.

Só então, Ainz lembrou que o [Assassino dos Oito-Gumes] pertencia à classe de monstros que poderiam ficar invisíveis.

“Eu o trouxe porque ele queria prestar respeito ao senhor, Ainz-sama.”

“Oh, minha alma é refrescada sempre que lhe vejo, Ainz-sa—”

“—Já é o bastante. Você faz parte das tropas de apoio?”

“Sim. Há quatrocentos vassalos ao meu lado que estão prontos para atacar o vilarejo a qualquer momento.”

Atacar? De onde tiraram isso?

Enquanto Ainz ponderava sobre o problema, ele começou a murmurar para si mesmo —Sebas não leva jeito para passar mensagens.

“…Não há necessidade de um ataque, o problema já foi resolvido. Quem é seu comandante?”

“São a Aura-sama e Mare-sama. Demiurge-sama e Shalltear-sama permanecem em Nazarick em alerta, enquanto o Cocytus-sama está supervisionando a segurança do perímetro de Nazarick.”

“Entendo… bem, são muitos para um lugar tão pequeno. Todos menos a Aura e Mare devem recuar. Quantos Eight-Edge Assassins existem entre as tropas?”

“Há quinze de nós no total.”

“Então você pode ficar com a Aura e Mare.”

Depois de ver o Eight-Edge Assassin assentir com a cabeça em reconhecimento, Ainz voltou seus olhos para o funeral. Eles estavam prestes a preencher as sepulturas e as duas meninas estavam chorando sem parar.

♦♦♦

Para não interromper o enterro, Ainz caminhou vagarosamente em direção a uma das estradas que levavam ao vilarejo. Atrás dele estavam Albedo e o Death Knight.

Embora a coleta de informações tivesse sido interrompida pelo funeral, Ainz ainda aprendera muito sobre a região e os caminhos do mundo. Quando ele saiu da casa do Chefe do Vilarejo, o sol estava se pondo.

Parece que seu pequeno ato heroico — pagar a bondade que seu velho amigo lhe mostrou — levou mais tempo do que o esperado.

Ainda assim, o tempo gasto aqui não havia sido desperdiçado. Em particular, quanto mais ele aprendia sobre esse mundo, mais ele percebia que não sabia de nada. Era certo dizer que estava ciente de sua ignorância.

Enquanto Ainz observava o maravilhoso pôr do sol, ele pensou no que precisava fazer.

Era perigoso se movimentar neste mundo sem saber de nada. Idealmente, ele deveria terminar de coletar informações e depois começar a agir neste mundo com uma identidade falsa. Embora, depois de salvar este vilarejo, esconder sua identidade seria impossível.

Mesmo se os cavaleiros fossem exterminados, o país a que servem descobriria a verdade. Assim como no mundo anterior, onde a ciência forense estava bem desenvolvida, este novo mundo pode ter suas próprias maneiras de descobrir a verdade, e eles podem ser muito eficientes em fazê-lo.

Além disso, mesmo que não fizessem nenhuma investigação, contanto que os aldeões sobrevivessem, alguém acabaria seguindo a trilha de volta para Ainz. Para evitar um vazamento, ele poderia levá-los todos para a Grande Tumba de Nazarick. No entanto, o país a que pertenciam esses aldeões não veria isso com bons olhos, e eles poderiam até tratá-lo como um sequestrador.

Portanto, ele declarou seu nome e deixou os cavaleiros fugirem.

Havia duas razões para isso.

A primeira razão era que as notícias sobre Ainz circulariam enquanto ele não ficasse em Nazarick. Portanto, seria melhor se ele controlasse como as informações se espalharia.

A segunda era porque ele queria espalhar a palavra que Ainz Ooal Gown salvou um vilarejo e matou os cavaleiros. Em particular, ele queria que qualquer jogador de YGGDRASIL ouvisse sobre isso.

Ainz planejava estabelecer uma residência, seja no Reino, Império ou Teocracia.

Se houvesse outros jogadores nesses países, deveria haver algum traço deles. Em contraste, se Ainz usasse o pessoal de Nazarick para coletar essas informações, isso não seria apenas problemático, mas muito arriscado. Por exemplo, dada a personalidade de Albedo, dar-lhe o tipo errado de ordens acabaria por criar inimigos desnecessários.

Portanto, do ponto de vista de obter informação, juntar-se a um dos países era uma boa idéia.

Também seria bom ter um deles como apoio para garantir a autonomia de Nazarick.

Afinal, ele não podia brincar com esses países levianamente enquanto não estava ciente de seu poder. Além disso, ele não podia baixar a guarda, pelo menos não enquanto não soubesse quem era a pessoa mais poderosa deste novo mundo. Dado as considerações de Ainz, poderia haver alguém mais forte do que ele dentre essas três nações.

Embora houvesse muitas desvantagens em se tornar parte de um desses reinos, havia muitas vantagens também. A questão era como se anexar a um desses países.

Ele não estava interessado em ser escravo. Nem estava interessado em fazer parte de uma empresa sanguessuga como Herohero. Portanto, ele precisava tornar sua existência conhecida para essas facções. Depois de ter um olhar mais atento às suas respectivas situações e como eles o tratavam, ele se moveria em direção ao ideal das facções.

Esses eram os fundamentos da escalada trabalhista.

Nesse caso, quando ele deveria fazer o seu movimento? Ele pode acabar expondo suas fraquezas enquanto permanecesse ignorante.

Ainz balançou a cabeça enquanto pensava sobre isso, como se estivesse cansado. Afinal de contas, ele esteve incessantemente usando sua mente nas últimas horas, e foi deveras estressante.

“Haa… vamos deixar por isso mesmo. Nós terminamos tudo que havia sido planejado. Albedo, vamos voltar.”

“Afirmativo.”

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