CAPÍTULO 18: O Vilarejo Sob Ataque
por Sonhado acordadoMare nervosamente estendeu a mão e lentamente aceitou o anel.
Momonga se sentiu um pouco culpado enquanto observava Mare. A verdade era que ele tinha um motivo oculto para presenteá-lo com o anel.
Isso porque uma vez que Mare tivesse o anel, seria mais difícil discernirem quem estaria usando teletransporte, assim ocultando um pouco a presença de Momonga.
Enquanto Mare colocava o Anel de Ainz Ooal Gown, ele imediatamente mudou suas dimensões para encaixar no dedo delgado de Mare. Ele não pôde deixar de olhar para o anel em seu dedo, suspirando de alívio por ter ficado firme. Então se virou para Momonga e se curvou profundamente.
“Momonga-sama, obrigado por este grande presente… Eu prometo que a partir de hoje trabalharei mais para não decepcionar o senhor!”
“Então, eu contarei com você para isso, Mare.”
“Sim!”
Um olhar determinado apareceu no rosto de Mare quando ele deu sua resposta imediata.
Por que a Bukubukuchagama-san, que projetou o Mare, o vestiu assim?
Era para vesti-lo diferentemente de Aura, ou havia outro motivo?
Enquanto Momonga estava refletindo sobre essa questão, Mare fez uma pergunta.
“Ah, desculpe-me, Momonga-sama… mas por que o senhor está vestido assim?”
“…Ah, sobre isso…”
Porque eu queria fugir—
Obviamente ele não podia dizer isso.
Os olhos de Mare brilharam quando ele olhou para o perturbado Momonga. Como ele deveria blefar para ser convincente? Se falhasse aqui, toda a atuação que fizera para parecer um comandante teria sido desperdiçada. Nenhum subordinado respeitaria um comandante que estivesse tentando fugir.
Momonga tentou desesperadamente se acalmar, e então a ajuda veio de uma fonte inesperada.
“Isso é simples, Mare.”
Momonga olhou para trás e seus olhos ficaram instantaneamente mesmerizados na pessoa que o observava.
Uma mulher que parecia ser a personificação de toda a beleza feminina estava sob o luar. O brilho branco-azulado se mesclava em seu corpo, que brilhava em resposta. Era como se uma deusa tivesse descido dos céus para adornar a terra. Suas asas negras batiam graciosamente, criando uma rajada de vento.
Era Albedo.
Embora Demiurge estivesse por trás dela, tal era a beleza de Albedo que os olhos de Momonga nem sequer registravam a forma de Demiurge.
“Momonga-sama usou esta armadura e escondeu sua identidade pois não queria perturbar o trabalho dos outros.”
“Quando o Momonga-sama se aproxima, é natural que todos parem o que estão fazendo e se curvem a ele. No entanto, Momonga-sama não queria interromper ninguém. Assim, se disfarçou de Guerreiro Negro-sama para que os outros não parassem de trabalhar para prestar-lhe o devido respeito. Estou correta, Momonga-sama?”
Depois de ouvir a pergunta de Albedo, Momonga assentiu repetidamente.
“Como, como esperado de você Albedo, entendeu minhas verdadeiras intenções.”
“É apenas natural, como a Supervisora Guardiã. Não, mesmo que eu não fosse a Supervisora Guardiã, ainda assim tenho confiança ao afirmar que poderia ler seu coração, Momonga-sama.”
Enquanto Albedo sorria e se curvava profundamente, havia uma expressão bizarra no rosto de Demiurge. Embora pesasse em sua mente, ele não podia se opor à pessoa que o assessorava.
“Então, então foi por isso…”
Mare disse, com um olhar de realização em seu rosto.
Quando olhou para Mare, Momonga viu uma visão que mal podia acreditar que era real. Os olhos de Albedo se abriram de repente, a ponto de parecer que seus globos oculares poderiam cair. Ela estava apontando para Mare de um jeito estranho.
Enquanto Momonga pensava sobre isso, o rosto de Albedo retornou ao seu estado de beleza habitual, foi tão rápido que Momonga achou que tudo tinha sido uma ilusão.
“…Algo está errado?”
—Albedo perguntou.
“Ah, não, nada… tudo bem. Mare, desculpe por ter tomado seu tempo. Faça uma pausa e continue o trabalho de camuflagem depois.”
“S-Sim! Então, Momonga-sama, estou de saída.”
Quando Momonga acenou em despedida, Mare esfregou o anel no dedo e saiu.
“A propósito, por que veio aqui, Albedo?”
“Eu ouvi do Demiurge que o senhor estaria aqui, então vim cumprimentá-lo, Momonga-sama. No entanto, peço desculpas por fazer o senhor me ver neste estado imundo.”
Momonga olhou para Albedo de novo quando ouviu a palavra “imundo”. No entanto, ele não achava que tal palavra fosse apropriada. Certamente havia poeira em suas roupas, mas não ao ponto de diminuir sua beleza.
“Certamente não, Albedo. Seu resplendor nunca poderia ser diminuído por algo tão insignificante quanto pó. Dito isso, me sinto um pouco desconfortável por fazer uma linda donzela como você correr por aí. Mas como estamos em estado de emergência, devo pedir-lhe que continue trabalhando para Nazarick por enquanto. Me desculpe por isso.”
“Eu posso suportar qualquer dificuldade, desde que seja por sua causa, Momonga-sama!”
“Sou grato por sua lealdade. Ah, sim… Albedo, tenho algo para você também.”
“…O que esse algo seria?”
Enquanto Albedo abaixou a cabeça e calmamente respondeu, Momonga trouxe um anel.
Naturalmente, era um Anel de Ainz Ooal Gown.
“Você precisará deste item na sua posição como Supervisora Guardiã.”
“…Muito obrigada.”
Albedo pegou o anel graciosamente sem hesitar.
Sua reação foi tão diferente da de Mare que Momonga ficou um pouco desapontado. No entanto, ele imediatamente percebeu que estava enganado.
O canto da boca de Albedo estava se contraindo e ela estava desesperadamente tentando não deixar sua expressão mudar. Suas asas estavam tremendo e ela estava tentando o seu melhor para não as abrir. A mão que segurava o anel tremia fortemente. Até mesmo um idiota podia ver sua excitação.
“C-Continue seu bom trabalho. Demiurge, irei presenteá-lo em outra ocasião.”
“Eu entendo, Momonga-sama. Continuarei trabalhando com afinco no futuro para provar que sou digno de um anel tão poderoso.”
“Tenho certeza que sim. Existem alguns outros assuntos que devo cuidar. É melhor eu voltar ao Nono Andar quanto antes.”
Depois de ver Albedo e Demiurge abaixarem suas cabeças em resposta, Momonga ativou o efeito de teletransporte do Anel de Ainz Ooal Gown.
No instante anterior à mudança do cenário, Momonga pensou ter ouvido uma mulher gritando “É ISSOOOOOOO!” No entanto, ele achou que devia estar enganado, porque Albedo não poderia ter feito um som tão grosseiro.
Parte 2
Estavam perto da periferia do vilarejo.
Enquanto corria, Enri ouviu o som do bater de metais atrás dela. Era um som rítmico. Ela olhou para trás com esperança em seu coração — como esperado, foi o pior cenário possível. Um cavaleiro perseguia as irmãs Emmot.
Só mais um pouco.
Enri respirou fundo e se forçou a seguir em frente. Ela não tinha energia para desperdiçar em qualquer outra coisa.
Sua respiração era rápida, seu coração estava batendo forte o suficiente para que ela sentisse que estouraria, e suas pernas tremiam poderosamente. Não tardaria muito, ela estaria completamente exausta e entraria em colapso e não se levantaria.
Se estivesse sozinha, talvez ela pudesse ter perdido a força para correr e desistido.
No entanto, ela estava segurando a mão de sua irmãzinha. Isso a encheu de energia para fugir.
A verdade era que o desejo poderoso de salvar sua irmã, mantinha Enri firme até agora.
Enquanto corria, ela olhou para trás novamente.
A distância entre ela e seu perseguidor não havia mudado. Mesmo com armadura, a velocidade do homem não diminuiu. Essa era a diferença entre um guerreiro treinado e uma garota do vilarejo.
O suor escorria pelas costas de Enri tentando esfriar seu corpo. Se isso continuasse… ela não seria capaz de escapar com a irmã.
—Solte ela.
Essas palavras ecoaram em sua cabeça.
—Talvez você possa escapar sozinha.
—Quer morrer aqui?
—Pode ser mais seguro se vocês se separarem.
“Cale a boca, cale a boca, cale a boca!”
Enri gritou para si mesma por aqueles pensamentos através dos dentes cerrados.
Ela seria o pior tipo de irmã.
Por que sua irmãzinha estava segurando as lágrimas? Foi porque acreditava em sua irmã mais velha. Ela acreditava que sua irmã mais velha a salvaria.
Enquanto segurava a mão de sua irmãzinha — aquela mão que lhe dava forças para fugir e lutar — Enri se fortaleceu e endureceu sua determinação.
Ela nunca abandonaria sua irmã.
“Ah!”
A irmã mais nova de Enri estava tão cansada quanto a própria Enri. Então, ela tropeçou de repente, ganiu e quase caiu.
A razão pela qual as duas não caíram, foi porque estavam segurando firmemente na mão uma da outra. No entanto, a quase queda de Nemu fez com que Enri perdesse o ritmo.
“Rápido!”
“Ah, hm!”
Embora ela quisesse continuar correndo, sua irmãzinha estava começando a ceder, ela não conseguia correr tão rápido. Enri queria carregar Nemu e correr, mas os sons de metal se aproximando encheram Enri de medo.
O cavaleiro ao lado dela segurava uma espada manchada de sangue. Além disso, sua armadura e elmo estavam cobertos por respingos de sangue.
Enri empurrou Nemu para trás de seu corpo e olhou com raiva para o cavaleiro.
“É inútil lutar.”
Não havia compaixão nessas palavras. Em seu lugar só havia zombaria. Essas palavras implicavam independentemente do quanto corresse, elas não escapariam da morte.
A raiva no coração de Enri transbordou; Por que tá fazendo uma coisa dessas!?
O cavaleiro levantou a espada para Enri, que havia parado de se mover. No entanto, pouco antes de poder descê-la—
“Não me menospreze!”
“Gwargh!”
—Enri socou com força o elmo de metal do cavaleiro. Esse golpe carregado de raiva a encheu com o desejo de proteger sua irmãzinha. Ela não se importava que estivesse golpeando o metal com a mão nua. Ela socou com toda a força que podia.
Houve o som de algo como ossos quebrando e logo a dor se espalhou pelo corpo de Enri.
O cavaleiro se desequilibrou sob a força do poderoso golpe.
“Vamos!”
“Sim!”
Enri reprimiu a dor e voltou a fugir — e, de repente, um rasgo de calor escaldante transbordou em suas costas.
“—Grg!”
“Desgraçada!”
Uma garota do vilarejo socando um cavaleiro no rosto o deixou envergonhado, consequentemente foi o motivo de sua raiva.
Ele estava balançando sua espada descontroladamente, como se houvesse perdido a calma. Como resultado, o primeiro golpe não causou um ferimento mortal. No entanto, esse foi o fim da sua sorte. Enri ficou ferida e o cavaleiro ficou enfurecido. O próximo golpe certamente lhe tiraria a vida.
Enri olhou para a espada longa levantada diante dela.
O pânico estava escrito em todo o seu rosto enquanto ela observava o brilho malevolente da espada terrivelmente rápida, e ela percebeu duas coisas.
A primeira foi que sua vida terminaria em poucos segundos. A segunda era que uma garota comum como ela não tinha como lutar contra esse destino.
A ponta da espada estava manchada com um pouco do sangue fresco. Como seu coração batia mais rápido, a dor se espalhou por seu corpo, junto com o calor escaldante de sua ferida.
A dor que ela nunca sentira antes a encheu de medo e a fez querer vomitar.
Talvez o vômito fosse limpar a sensação de náusea que a preenchia.
No entanto, Enri estava procurando uma maneira de viver, então não teve tempo para vomitar.
Embora ela quisesse abandonar sua luta, havia uma razão pela qual Enri não desistira até agora. Este seria o calor pressionando seu peito — sua irmã mais nova.
Preciso salvar minha irmã.
Esse único pensamento impediu que Enri cedesse.
Em contraste, o cavaleiro armado na frente dela parecia estar zombando de sua determinação.
A espada até então erguida, desceu.
Talvez fosse porque todas as suas energias estavam concentradas aqui, ou porque seu cérebro estava trabalhando demais, ou porque ela estava entre a vida e a morte, mas Enri sentiu que o tempo estava passando muito devagar e tentou desesperadamente pensar em alguma maneira de salvar sua irmãzinha.
No entanto, ela não conseguia pensar em nada. Tudo o que podia fazer era usar seu próprio corpo como escudo, deixando a lâmina penetrar profundamente em si mesma, na esperança de ganhar tempo para sua irmã escapar.
Contanto que tivesse força, ela seguraria firmemente o cavaleiro ou a espada que ele enfiasse em seu corpo, seguraria firme e sem soltar até que a chama de sua vida se dissipasse.
Se pudesse fazer isso, ela aceitaria alegremente seu destino.
Enri sorriu, para um mártir que aceitara ser.
Como uma irmã mais velha, isso era tudo que ela podia fazer por Nemu. O pensamento fez Enri sorrir.
Poderia Nemu escapar sozinha do inferno que o Vilarejo Carne havia se tornado?
Mesmo se ela fugisse para a floresta, poderia correr diretamente para as patrulhas de soldados. No entanto, enquanto ela pudesse sobreviver, havia a possibilidade de escapar.
A fim de dar a sua irmãzinha a chance de sobreviver, Enri apostaria sua vida — não, ela apostaria tudo.
Dito isso, a idéia de ser ferida novamente a assustou, então ela fechou os olhos. Neste mundo das trevas, ela se preparou para a dor que viria—
Parte 3
Momonga sentou em uma cadeira e olhou para o espelho diante dele. O espelho de aproximadamente um metro de largura não refletia o rosto de Momonga, mas sim uma área de pasto. O espelho era como um aparelho de televisão, mostrando imagens de uma planície distante.
A grama das planícies balançava ao vento, provando que não era uma imagem estática.
Com o passar do tempo, o sol nasceu lentamente, sua luz foi banindo a escuridão que cobria as planícies. Essa cena pastoral, quase poética em sua beleza, era uma grande diferença em relação à antiga localização da Grande Tumba de Nazarick no mundo desolado de Helheim.
Momonga estendeu a mão para o espelho e moveu a mão direita. A imagem do espelho mudou.
[Espelho da visão remota].
Um item mágico usado para exibir uma imagem de uma região específica. Era um item muito útil para Player Killers (PK) ou PK Killers (PKK). No entanto, havia magias de baixo nível que dificultavam a coleta de informações, pois escondiam as pessoas dos olhos do espelho. Além disso, era fácil para os usuários serem contra-atacados por barreiras ofensivas, portanto, era um item mediano na melhor das hipóteses.
No entanto, para as circunstâncias atuais, se revelou um item que poderia mostrar o mundo exterior. A qualidade de cinema exibida no espelho, que deixava a grama bem nítida quando a imagem mudou, isso o agradou.
“Parece que posso mover a imagem com um aceno de mão. Dessa forma, não vou precisar ficar olhando para o mesmo lugar.”
O cenário e os ângulos vistos mudaram dentro do espelho flutuante. Embora ele tenha cometido vários erros até agora, Momonga continuou mudando seus gestos para alterar a paisagem dentro do espelho, esperando encontrar alguém. No entanto, até agora, ele não havia encontrado seres inteligentes — por exemplo, humanos.
Ele repetia os mesmos gestos simples repetidas vezes, mas todas as imagens que recebia eram as mesmas, ou seja, planícies. Momonga estava começando a ficar entediado, então ele olhou para a outra pessoa na sala.
“O que há de errado, Momonga-sama? Eu estou pronto para atender a todos os seus comandos.”
“Não, não há nada, Sebas.”
Sebas era a outra pessoa na sala. Ele poderia estar sorrindo, mas suas palavras pareciam conter algum tipo de subtexto. Embora Sebas fosse absolutamente leal, ele se opusera à excursão de Momonga na superfície sem levar seus seguidores.
De fato, logo depois que Momonga retornou da superfície, Sebas o havia abordado e ponderado assim.
Momonga disse o que estava em seu coração.
“O que vou fazer…”
Estar com Sebas fez Momonga pensar em seu companheiro de guilda, Touch Me. Afinal, Touch Me foi quem projetou Sebas.
Ainda assim, não tinha a menor necessidade de fazer ele tão parecido com você. Até o jeito que o Sebas fica bravo é igual.
Depois de resmungar em seu coração, Momonga olhou de volta para o espelho.
O plano de Momonga era ensinar a Demiurge as duras lições de como controlar o espelho mágico. Isso foi o que Momonga quis dizer quando falou com Demiurge sobre outra rede de segurança.
Embora fosse mais fácil deixar essa tarefa para seus subordinados, Momonga queria lidar com essa tarefa pessoalmente. A verdade é que ele queria usar sua atitude no trabalho para inspirar e conquistar o respeito de seus subordinados. Portanto, ele não podia ser visto desistindo no meio do caminho.
Por que não consigo mudar para uma perspectiva mais alta? Se ao menos houvesse um manual…
Com esses pensamentos em mente, Momonga passou pelo trabalho meticuloso de descobrir os controles do espelho por tentativas e erros chatos e repetitivos.
Ele não sabia quanto tempo tinha passado. Mesmo por um longo tempo, até agora o seu trabalho não deu frutos, e ele não podia deixar de sentir que isso era tudo uma perda de tempo.
Momonga casualmente acenou com a mão com uma expressão vaga, e seu campo de visão de repente se expandiu.
“Oh!”
Surpresa, prazer, orgulho, a exclamação de Momonga foi preenchida com todos eles. No final de sua sagacidade, ele fez um gesto aleatório e a tela subitamente fez o que tanto queria. Foi como uma exclamação de alegria que se esperaria de um programador depois de programar por 8 horas sem descanso.
Palmas foram ouvidas. A fonte do som era Sebas.
“Parabéns, Momonga-sama. Sua destreza é assombrosa.”
Com certeza esse foi o resultado de tentativas e erros extensos, mas não é pra tanto.
Momonga pensou nisso, mas quando viu que Sebas parecia muito feliz, decidiu humildemente aceitar o elogio do mordomo.
“Obrigado, Sebas. Embora eu deva me desculpar por fazer você me acompanhar por tanto tempo.”
“Não diga algo assim. Ficar ao seu lado e obedecer a suas ordens é o motivo da existência de um mordomo, Momonga-sama. Não há necessidade de agradecer ou pedir desculpas para mim… embora, é verdade que este processo levou algum tempo. Momonga-sama, gostaria de fazer uma pausa?”
“Não, não há necessidade disso. Undeads como eu não são afetados por estados negativos como a fadiga. Se estiver cansado, pode ir e descansar.”
“Me sinto tocado por sua gentileza, mas seria impensável para um mordomo descansar enquanto seu mestre trabalha. Com a ajuda de itens mágicos, também não sou afetado pela fadiga. Por favor, permita-me ficar ao seu lado até o fim, Momonga-sama.”
Momonga percebeu uma coisa de suas conversas com os NPCs; ou seja, eles usavam casualmente termos do jogo em seu discurso. Por exemplo, habilidades, profissões, itens, níveis, status negativos e assim por diante. Se ele pudesse usar os termos do jogo com eles de maneira não-irônica, seria mais fácil dar-lhes ordens.
Depois de concordar com o pedido de Sebas, ele continuou estudando as formas de controlar o espelho. Finalmente, ele descobriu um método para ajustar a altura da perspectiva.
Momonga sorriu satisfeito e começou a procurar por uma área habitada.
Finalmente, uma imagem de um lugar similar a um vilarejo apareceu no espelho.
Localizava-se à cerca de 10 km ao sul de Nazarick. Havia uma floresta próxima e campos de trigo cercavam um assentamento. Parecia ser um rústico vilarejo agrícola. Pela aparência das coisas, o vilarejo em si não era muito desenvolvido.
Quando Momonga aproximou a imagem do vilarejo, sentiu que algo estava errado.
“…Eles estão realizando um festival?”
Pessoas entrando e saindo de casa logo tão cedo. Correndo de forma tão desesperada.
“Não, isso não é um festival.”
Aquela voz em tons de aço veio de Sebas, que estava assistindo à exibição com um olhar aguçado em seus olhos, enquanto estava ao lado de Momonga.
Havia uma corrente de desgosto nas palavras severas de Sebas. Quando Momonga ampliou a imagem, ele também franziu às sobrancelhas inexistentes.
Cavaleiros totalmente armadurados estavam meneando suas espadas longas nos aldeões, que estavam vestidos com roupas simples.
Era um massacre.
Um aldeão caia com cada movimento da espada de um cavaleiro. Os aldeões não conseguiram resistir e só puderam fugir. Os cavaleiros perseguiram e mataram todos que tentavam fugir.
E nos campos havia cavalos comendo o cereal. Provavelmente os cavalos dos cavaleiros.
“Tchh!”
Escarneceu Momonga, pretendendo mudar a imagem. Este vilarejo não tinha valor para ele. Se pudesse extrair mais informações, talvez ele pudesse ter uma razão para salvá-los. Mas como as coisas estavam, não havia razão para tal.
Ele deveria abandoná-los.
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