OverlordCAP. 1615 MIN

Parte 1

O camarim ao lado da suíte de Momonga era uma bagunça caótica de itens, com quase nenhum lugar para colocar os pés. Havia itens como capas, com as quais Momonga podia se equipar, e conjuntos de armaduras de placa, que ele não podia usar. Além de armaduras e outros itens de proteção, havia armas que iam de cajados mágicos a espadas grandes. Havia verdadeiramente uma variedade de equipamentos.

Matando monstros em YGGDRASIL, cristais de dados iriam cair. Estes cristais podem ser presos aos itens. Partindo dessa mecânica, inúmeros itens originais poderiam ser criados. Se havia um item impressionante a venda, muitas pessoas seriam incapazes de não comprar.

Essa era a razão para o estado desta sala.

Momonga pegou uma espada grande dentre as armas na sala. Liberta de sua bainha, a lâmina prateada brilhava na luz. As runas esculpidas no corpo da lâmina também brilhavam, deixando visíveis aos olhos de qualquer espectador.

Momonga a segurou e balançou ao redor. Era leve como uma pluma.

Claro, isso não foi porque a lâmina era leve, mas porque Momonga era muito forte.

Momonga era essencialmente um Mago e seus atributos de conjuração eram muito altos, mas, em comparação, seus atributos físicos eram menores. Ainda assim, ao atingir o nível 100, ele acumulou uma grande quantidade de pontos de atributos de força por meio de treinamento, o que não deve ser subestimado. Se ele encontrasse monstros de nível baixo, ele poderia facilmente pulverizá-los apenas batendo com força usando seu cajado.

Momonga lentamente tomou uma postura de luta, e então um som alto de tinido metálico ecoou pelo ambiente. A espada que ele estava segurando há pouco estava agora no chão.

A empregada que estava na sala imediatamente pegou a espada e entregou a Momonga.

No entanto, Momonga não pegou, mas olhou para as mãos vazias.

Isso é…

Isso fez Momonga ficar confuso.

Embora os NPCs realistas o fizessem pensar que ele não estava mais em um jogo, a sensação irritante de grilhões em seu corpo o fez sentir o contrário.

Em YGGDRASIL, Momonga não tinha níveis nas classes guerreiras, portanto, ele não era capaz de conseguir usar uma espada. No entanto, se esse novo mundo fosse realidade, só fazia sentido que ele fosse capaz de usá-la.

Momonga balançou a cabeça e decidiu não pensar sobre isso. Afinal, ele não seria capaz de encontrar a resposta, não importa o quanto ele ponderasse.

“Arrume isto.”

A empregada seguiu as instruções de Momonga e ele se virou olhando para uma parede que foi quase totalmente coberta com espelhos, mostrando um esqueleto vestindo roupas.

Ele deveria ter ficado com medo depois de ver o que seu corpo havia se tornado, mas Momonga estava indiferente. Na verdade, até parecia natural ser assim.

Havia outra razão para isso, além de estar acostumado com esse visual do seu tempo em YGGDRASIL.

E essa razão era, sua mente tinha mudado junto com seu corpo.

O primeiro sinal disso era o fato de que sempre que ele sentia uma onda intensa em suas emoções, ele imediatamente se acalmava, como se algo estivesse suprimindo-o. Outra coisa era que ele não sentia sede, fome ou fadiga. Pode ter havido algo parecido com luxúria, mas ele não sentiu excitação mesmo quando estava acariciando os seios macios de Albedo.

Uma sensação terrível de perda encheu Momonga, e ele instintivamente olhou para sua cintura:

“Será quê… desapareceu porque eu nunca o usei de verdade?”

No entanto, seus murmúrios e a sensação de perda desapareceram enquanto falava.

Sendo assim, Momonga concluiu que essas mudanças, em particular as alterações mentais, faziam parte da imunidade dos undeads aos efeitos que afetam a mente.

Neste momento, ele possuía um corpo e mente de um undead, mas restavam alguns remanescentes de sua humanidade. Portanto, mesmo quando experimentasse emoções, assim que atingissem um pico, elas seriam imediatamente suprimidas. Se ele continuasse assim, poderia acabar perdendo todas as suas emoções no futuro.

É claro que, mesmo que isso acontecesse, dificilmente seria um grande problema, porque não importava como esse mundo se apresentasse ou o que acontecesse com seu corpo, a maneira que Momonga se via não mudaria.

Além disso, NPCs como Shalltear e assim por diante estariam ao seu lado. Talvez as preocupações por ser um undead fossem prematuras.

“—「Create Great Item」.”

Depois de lançar essa magia, seu corpo foi imediatamente coberto por um conjunto completo de armadura de placas. A armadura era feita de aço de cor azeviche e coberto por decorações de cor dourado e roxo, dando-lhe uma aparência muito cara.

Ele se moveu para testar a sensação. Embora tenha sido um pouco restritivo, ele não foi imobilizado. Além disso, a armadura encaixava-se muito bem em seu corpo, o que era bastante inesperado, considerando as lacunas entre os ossos e a armadura. Também cobria cada parte do seu corpo, tornando impossível ver qualquer um de seus ossos.

Parece que ele poderia usar itens gerados por magia, como em YGGDRASIL.

Enquanto Momonga silenciosamente aplaudia as maravilhas da magia, ele espiou a si mesmo no espelho entre as aberturas de seu elmo fechado. Um guerreiro arrojado olhou para ele, nada como um magic caster. Momonga assentiu em satisfação e engoliu em sua garganta inexistente. Com um tom malicioso e inocente, Momonga disse:

“Eu vou sair um pouco.”

“Os guardas estão prontos para quando o senhor desejar.”

A empregada respondeu imediatamente por reflexo. Mas—

Isso tá começando a ficar muito chato.

No primeiro dia de ser seguido pelos guardas, ele se sentiu um pouco oprimido; no segundo dia, ele começou a se acostumar com isso e queria se mostrar com seus guardas, mas quando chegou o terceiro dia—

Momonga suprimiu a vontade de suspirar.

Era tudo muito rígido e formal para ele. Os guardas o seguiam aonde quer que fosse, e sempre que ele encontrava alguém, eles se curvavam.

Ele seria capaz de suportar a situação se ele pudesse apenas passear casualmente com seus guardas. Mas ele não podia fazer isso, porque ele tinha que manter a seriedade do governante da Grande Tumba de Nazarick em todos os momentos. Ele não podia permitir que um momento de frouxidão arruinasse sua imagem, de modo que seus nervos estavam constantemente no limite. Isso causou muito estresse a Momonga, anteriormente um mero humano.

Mesmo que suas fortes emoções fossem prontamente reprimidas, sua mente parecia estar fritando em fogo baixo o tempo todo.

E ainda havia as mulheres inacreditavelmente bonitas ao seu lado o tempo todo, cuidando dele em todos os sentidos. Como homem, ele ficou encantado com a atenção, mas a invasão de seu espaço pessoal e sua vida o incomodava.

Esse estresse era outra relíquia de sua humanidade.

De qualquer modo, não era um bom sinal que ele, o mestre de Nazarick, estivesse sendo submetido a essa pressão emocional em meio a essas estranhas circunstâncias. Isso pode levá-lo a tomar uma decisão ruim em momentos de emergência.

Ele precisava pegar um ar fresco.

Os olhos de Momonga se arregalaram quando chegou a essa decisão. Sua expressão não mudou, é claro, mas as luzes em seus olhos ficaram mais brilhantes.

“Não há necessidade… Não quero que ninguém me siga, eu só quero caminhar por conta própria.”

“Por favor, espere e reconsidere, se algo acontecer ao senhor, devemos nos tornar seu escudo. Não podemos permitir que qualquer dano chegue ao senhor, Momonga-sama.”

As empregadas e os outros vassalos queriam apenas proteger seu mestre, mesmo à custa de suas próprias vidas. Nesse sentido, o pedido de Momonga para caminhar sozinho — que ignorava completamente estes sentimentos — era algo cruel.

No entanto, havia mais de 3 dias desde que essa anormalidade ocorreu, aproximadamente 73 horas. Nesse momento, Momonga tentava desesperadamente manter a dignidade como um Soberano da Grande Tumba de Nazarick, mas agora precisava de um descanso.

Portanto, apesar de se sentir mal por eles, Momonga pensou em uma desculpa e disse:

“…Eu tenho algo secreto para fazer, por isso, todos estão proibidos de me seguir.”

Um breve silêncio se seguiu.

Assim que Momonga estava começando a sentir incomodado com o silêncio, a empregada finalmente respondeu:

“Sim, Momonga-sama. Por favor, tome cuidado.”

Momonga se sentiu um pouco culpado quando a empregada “mordeu a isca”, mas ele decidiu simplesmente ignorar esse sentimento.

Não deve haver nada de errado em fazer uma pequena pausa e sair para conferir a paisagem ao redor. De fato, era muito importante que ele visse por si mesmo se eles realmente haviam sido transportados para outro mundo.

O sentimento de culpa começou a se acumular novamente, pois Momonga começou a se sentir egoísta demais. Momonga afastou a culpa em seu coração e ativou o Anel de Ainz Ooal Gown.

♦♦♦

Seu destino foi um grande salão. Havia fileiras de lápides mortuárias estreitas em ambos os lados dele, mas não havia cadáveres nelas agora. O chão era calcário polido. Atrás de Momonga havia um lance de escadas que desciam e, no final, havia um conjunto de portas duplas, através das quais se podia acessar o 1º Andar da Grande Tumba de Nazarick. Os castiçais nas paredes não tinham tochas; a única luz vinha do luar branco-azulado que entrava pelo lado de fora.

Este era o local mais próximo da superfície que o Anel de Ainz Ooal Gown podia levá-lo, o Mausoléu Central na superfície da Grande Tumba de Nazarick.

Tudo o que ele precisava fazer era dar alguns passos para alcançar o mundo exterior.

Mas, apesar do vasto espaço diante dele, Momonga não pôde dar os passos.

Isso foi por causa do encontro completamente inesperado diante dele.

As silhuetas de seres heteromórficos surgiram diante dele. Havia três monstros no total.

Um deles parecia um demônio terrível. Presas se projetavam de sua boca e seu corpo estava coberto de escamas. Tinha braços fortes e garras afiadas, assim como asas flamejantes e uma cauda serpentina.

Outro era um monstro de aparência feminina com a cabeça de um corvo, vestida com uma roupa de BDSM bem justa ao corpo.

O último usava uma armadura completa que estava aberta na região torácica, revelando orgulhosamente seus músculos abdominais. Se não fosse pelas asas negras de morcego e pelos dois chifres salientes de suas têmporas, poderia ter sido confundido com um belo jovem. No entanto, seus olhos tinham um desejo que não conhecia limite.

Eles eram os Generais Demônios; [Lorde Maligno da Ira], [Lorde Maligno da Inveja], [Lorde Maligno da Ganância], respectivamente.

Todos os três focaram sua atenção em Momonga, mas não se moveram, ficaram apenas observando com seus olhares inabaláveis. A atmosfera sombria pesava sobre todos os presentes.

Eles eram todos monstros em torno do nível 80 ou mais, e deveriam ter sido designados para o serviço de sentinela ao redor do Santuário Infernal onde Demiurge morava, que era perto do portão do 8º Andar. Os lacaios undeads de Shalltear deveriam ter sido colocados nos andares superiores para ficarem de guarda. Então, quais eram os motivos dos subordinados de Demiurge estarem aqui?

Atrás deles havia mais uma figura. Momonga não tinha notado ele até agora, mas estava assistindo Momonga desde o começo. Uma vez que ele se revelou, tudo ficou claro.

“Demiurge…”

Ao ser chamado, o demônio soltou um olhar surpreso. Aquele olhar poderia ser visto como se despertasse várias perguntas “Por que seu mestre está aqui?” ou “Quem é esse misterioso monstro?”.

Momonga decidiu apostar em uma pequena possibilidade e avançou. Se ele parasse agora, seria um milagre se sua verdadeira identidade não fosse descoberta. Afinal, seu plano era prosseguir lentamente enquanto permanecia perto da parede, ele avançou ignorando os monstros.

Ele estava plenamente consciente de que seus olhos estavam nele. No entanto, Momonga suprimiu seus sentimentos de fraqueza com força de vontade, alinhou seu corpo com um ar soberano e continuou avançando.

Depois de se aproximarem um do outro, todos os demônios simultaneamente genuflectiram e curvaram a cabeça em submissão. Aquele que estava à frente deles era, obviamente, Demiurge. Seus movimentos puros eram suaves e elegantes, como se fosse um nobre.

“Momonga-sama. Posso perguntar o que o senhor está fazendo aqui sem trazer seus guardas? E com este tipo de vestimenta…?”

O segredo foi imediatamente exposto.

Pode-se dizer que Demiurge era o mais sábio na Grande Tumba de Nazarick, então ter sido descoberto era inevitável. No entanto, Momonga sentiu que a razão pela qual ele foi visto foi por causa do teletransporte.

Apenas uma pessoa em Nazarick possuía o Anel de Ainz Ooal Gown, que permitia a seu portador se teletransportar livremente pelos andares — Momonga.

“Ah… É complicado. Demiurge, você deveria saber o porquê eu estou vestido assim.”

O rosto elegante de Demiurge se torceu em consternação. Ele respirou várias vezes antes de responder:

“Minhas mais profundas desculpas por ser incapaz de adivinhar suas insondáveis intenções, Momonga-sama—”

“Me chame de Guerreiro Negro.”

“Guerreiro Negro-sama…”

Demiurge parecia querer dizer algo, mas Momonga decidiu ignorá-lo. Embora o nome soasse modesto em comparação aos utilizados no jogo, este era, na verdade, bastante comum e normal.

A razão por trás de Demiurge se dirigir a ele por um nome diferente era bem simples.

Embora apenas Demiurge e seus vassalos estivessem aqui no momento, este lugar era uma saída, e muitos subalternos passariam por aqui. Momonga simplesmente não queria que eles o chamassem de “Momonga-sama, Momonga-sama”, onde quer que ele fosse.

O quanto Demiurge compreendia sem conhecer os pensamentos de Momonga? Só então, um olhar de iluminação encheu o rosto de Demiurge.

“Entendo… Então é isso que planeja.”

Eh? O que eu planejo?

Momonga não poderia deixar de se perguntar.

Momonga se impediu de falar as palavras em seu coração.

Como um ser que outrora fôra um homem mortal, Momonga não tinha idéia de que conclusão Demiurge, que é inteligente e astuto além da medida, tinha chegado depois de suas reflexões. Tudo o que ele podia fazer era esperar que Demiurge percebesse suas verdadeiras intenções, pois sua cabeça estava coberta de suor frio inexistente sob o elmo.

“Acredito que tenho alguma compreensão de suas intenções, Momon… perdão, Guerreiro Negro-sama. Na verdade, são considerações que somente o governante desse domínio teria levado em conta. Entretanto, não posso permitir que meu nobre mestre proceda desacompanhado. Estou ciente de que isso pode incomodá-lo, mas espero que, em sua ilimitada misericórdia, permita que nós o acompanhemos.”

“…Realmente não há como impedir. Então eu vou permitir apenas um de vocês.”

Demiurge sorriu elegantemente.

“Meus sinceros agradecimentos por ter satisfeito meu pedido egoísta, Guerreiro Negro-sama.”

“…Me chame apenas de Guerreiro Negro, pode dispensar os honoríficos.”

“Como eu poderia!? Fazer isso seria imperdoável. É claro que posso obedecer a essa ordem enquanto atuo como um espião ou realizo missões especiais, mas dentro da Grande Tumba de Nazarick, como alguém poderia não mostrar o respeito devido a ti, Momonga-sama… perdão, Guerreiro Negro-sama!”

O monólogo apaixonado de Demiurge mexeu um pouco com Momonga, e ele não pôde deixar de assentir em aprovação. Ele pensou que ser chamado de Guerreiro Negro levaria as pessoas a zombar dele por ter um nome tão idiota, e ele lamentou escolher aquele pseudônimo tão casualmente.

“Perdoe-me por desperdiçar seu valioso tempo, Momon… Guerreiro Negro-sama. Então, Evil Lords esperem aqui por ordens e expliquem aos outros que eu estou ocupado no momento.”

“Entendido, Demiurge-sama.”

“Bem, parece que seus subordinados também aprovam. Então, Demiurge, vamos.”

Momonga passou por Demiurge, que levantou a cabeça e seguiu seu mestre.

♦♦♦

“Por que o Momon— Ghrum. Guerreiro Negro-sama estava vestido daquela maneira?”

“Não sei, mas deve haver algum motivo.”

Os Evil Lords murmuraram um para o outro em confusão.

A título de curiosidade, mesmo sem ver Momonga em seus trajes usuais, eles sentiam que era seu mestre, pois havia uma mecânica secreta agindo sobre eles.

Momonga não sabia disso, mas os habitantes da Grande Tumba de Nazarick — ou melhor, todos os servos da Ainz Ooal Gown — irradiavam uma aura que permitia determinar se um estranho era amigo ou inimigo. Dentro da guilda, a aura dos 41 Seres Supremos que governaram Nazarick — agora reduzida a Momonga — era suficiente para informá-los de que a pessoa que os encarava era seu governante supremo. Eles podiam sentir sua poderosa presença à distância e, independentemente de toda a armadura de placas que usava, não poderiam confundir Momonga com qualquer outra pessoa. Teriam percebido o verdadeiro rosto de Momonga imediatamente, não importando os meios que ele usasse para se disfarçar.

Era fácil diferenciar sua aura das outras em Nazarick.

As portas do 1º Andar se abriram e alguém subiu as escadas.

A julgar pela aura que vinha da escada, o recém-chegado era um Guardião.

Os Evil Lords viram o lindo rosto da Supervisora Guardiã, Albedo, emergindo dos degraus. Eles se genuflectiram quando perceberam que estavam na presença de alguém que era igual ao seu mestre, Demiurge.

Para Albedo, os vassalos genuflectirem diante dela era algo meramente natural, então ela não prestou atenção quando olhou em volta.

Só depois que Albedo não conseguiu encontrar a pessoa que estava procurando, ela se virou para os Evil Lords. E disse sem se dirigir a ninguém em particular:

“…Eu não vejo o Demiurge, para onde ele foi?”

“É quê… O Guerreiro Negro-sama esteve aqui e o Demiurge-sama o seguiu para fora.”

“Guerreiro Negro… -sama? Eu nunca ouvi falar desse nome… Demiurge saiu com essa pessoa? Um Guardião seguindo um desconhecido para fora? Que estranho…”

Os Evil Lords se entreolhavam sem saber o que responder.

Albedo olhou para os três com um sorriso cordial.

“Será que meros servos se atrevem a esconder alguma coisa de mim?”

Sua advertência gentil e suave fez os Evil Lords estremecerem de medo, e eles perceberam que não podiam esconder a verdade.

“Quando o Guerreiro Negro-sama veio aqui, Demiurge-sama concluiu que ele era um Ser digno de nosso respeito.”

“…Momonga-sama veio aqui!”

A voz de Albedo pareceu um pouco estridente, e os Evil Lords calmamente responderam:

“…O nome dele era Guerreiro Negro-sama.”

“…E seus guardas? Demiurge recebeu alguma notificação do Momonga-sama? Mas eu já tinha um compromisso com ele, então isso significa que o Demiurge não sabia que o Momonga-sama estava vindo? Ah, esqueça, eu preciso tomar banho e trocar de roupa!”

Albedo tocou sua roupa.

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