CAPÍTULO 13: O Inventário e a Chegada dos Guardiões
por Sonhado acordadoMomonga possuía muitos itens mágicos. Ele era um colecionador por natureza e não gostava de usar itens descartáveis pois achava que era um desperdício, a ponto de ele nem mesmo usar itens consumíveis com alto poder de recuperação ao enfrentar chefões.
Isso foi além da mera prudência, era pura avareza a razão pela qual seu estoque de itens era tão grande.
Enquanto estava em YGGDRASIL, Momonga guardava esses itens em seu inventário pessoal. Como ele acessaria o inventário agora?
Momonga recordou como acessava o inventário no passado e estendeu a mão para o ar como se estivesse procurando alguma coisa. Parecia que ele estava passando a mão pela superfície de um lago, se alguém estivesse o observando, pensaria que a mão de Momonga e parte de seu braço haviam desaparecido em pleno ar.
Então, como se estivesse abrindo uma janela, Momonga passou a mão para o lado. Uma fenda apareceu do nada, e dentro dela havia muitos cajados mágicos lindamente trabalhados. Esta fenda era idêntica ao inventário em YGGDRASIL.
Enquanto movia sua mão, os itens dentro deste espaço mudavam. Pergaminhos, varinhas, armas, armaduras, ornamentos, gemas, bem como porções e outros itens mágicos consumíveis… O número era assombroso.
Momonga não pode deixar de sentir vontade de sorrir em alívio. Com isso, mesmo se todos dentro de Nazarick se rebelassem contra ele, Momonga tinha o suficiente para garantir a sua própria segurança.
Enquanto ele assistia distraidamente a intensa batalha de Aura e Mare, Momonga considerou as coisas que tinha aprendido até agora.
Os NPCs que ele encontrou até agora, eram simulações? Não, a sua sapiência era tal que eles eram indistinguíveis dos seres humanos. Programas não podem mostrar emoções tão complexas. Ele poderia assumir que, por algum motivo misterioso, eles acabaram como seres humanos.
Que tipo de mundo era esse?
Ele não sabia. Já que a magia de YGGDRASIL podia ser usada aqui, então seria mais apropriado assumir que estava em um jogo como YGGDRASIL. Mas de acordo com seu próprio julgamento, isso era duvidoso. Não parece nada com um jogo. Ele estava em um jogo ou em um mundo diferente? A resposta era provavelmente um dos dois.
Como devo lidar com eventos futuros?
Ele teve que se ajustar na medida em que YGGDRASIL influenciava este mundo. Se os monstros dentro de Nazarick e NPCs foram todos baseados em dados eletromagnéticos de YGGDRASIL, então não haveria nenhum inimigo aqui.
O problema era se eles fossem compostos de outros dados e não dados eletromagnéticos. Então ele teria que ter uma atitude diferente ao encará-los. Em suma, por enquanto ele tinha a mais alta posição aqui e precisava assumir uma aparência majestosa — Sim, ele precisaria — teria que agir de forma mais adequada.
Quais caminhos devo seguir no futuro?
Ele devia procurar por pistas. Embora não tivesse certeza do que estava acontecendo com esse mundo, por enquanto, Momonga não passava de um forasteiro ignorante. Ele teria que dar pequenos passos e coletar informações com extremo cuidado.
Se este é outro mundo, devo tentar voltar ao mundo real?
Havia dúvidas em seu coração. Se ele tivesse amigos no mundo real, então ele deveria voltar para eles. Se seus pais ainda estivessem vivos, ele encontraria desesperadamente um caminho de volta para eles. Se ele tivesse familiares para cuidar ou uma namorada…
Mas ele não tinha ninguém assim.
Sua vida era um ciclo interminável de ir ao escritório trabalhar e voltar para casa para entrar em YGGDRASIL, e esperar seus companheiros retornarem. Mas agora, nada disso esperava por ele. Então, por que ele tentaria voltar?
Mas se ele pudesse voltar, então deveria pensar em uma maneira de voltar. Era melhor ter mais opções, porque o mundo lá fora poderia ser infernal.
“O que devo fazer…”
O murmúrio silencioso de Momonga ecoou suavemente pelo ar.
Parte 4
O enorme Primal Fire Elemental derretia e desaparecia lentamente no ar. O calor que exalava no ar também desaparecia gradualmente.
Com o desaparecimento do Primal Fire Elemental, Momonga teve uma ligeira sensação de que seu domínio sobre ele também estava desaparecendo. Embora o Primal Fire Elemental tenha uma força e durabilidade extraordinária, o seu incrível dano de fogo foi totalmente ineficaz. Para alguém com grande agilidade como Aura, era apenas um alvo gigantesco.
Normalmente Aura deveria ter perdido um pouco de HP enquanto o atacava, mas por Mare ser um druida, ele não permitiu que tal coisa acontecesse. Na verdade, Mare foi eficientemente usando magia durante toda a luta para ajudar Aura através de seus buffs e de debuffs. Eles foram muito competentes em balancear o papel de atacante e defensor e pode-se dizer que eles eram uma combinação perfeita. Ao mesmo tempo, Momonga também sentiu a diferença entre esta batalha e jogos de luta. Este tinha sido um combate real.
“Muito emocionante… Vocês dois… executaram muito bem.”
Ouvindo a admiração sincera de Momonga, ambas as crianças sorriram de orelha a orelha:
“Agradecemos os elogios, Momonga-sama. Já fazia tempo que a gente não tinha um exercício tão bom!”
Os dois limparam o suor de seu rosto, porém após fazer isso, eles suaram ainda mais, e as gotas escorriam sobre suas peles morenas reluzentes.
[ J a r r a
Infinita]
Momonga silenciosamente abriu seu inventário e tirou um item mágico — Infinite Flask.
Dentro de YGGDRASIL havia fome e sede, mas essas necessidades são totalmente alheias a undeads como Momonga e, portanto, ele nunca usou esse item. No máximo, seria utilizado em sua montaria. Semelhante a um vidro transparente, a jarra enchia-se com água gelada. Por causa da temperatura, inúmeras gotas de água começam a se precipitar no vidro. Ele pegou dois belos copos, os encheu com água e ofereceu aos gêmeos:
“Aura, Mare, bebam.”
“Huh? Isso é muito gentil da sua parte, Momonga-sama…”
“Sim, minha magia também pode criar água.”
Vendo Aura constantemente acenando as mãos e Mare continuamente sacudindo a cabeça, Momonga revelou um sorriso:
“Isso não é nada. Vocês sempre se saíram muito bem e este é o meu agradecimento a vocês.”
“Wow ah—”
“Woo Oh—”
Sentindo-se tímidos e com o rosto vermelho, as mãos de Aura e Mare timidamente pegaram o copo:
“O-obrigadinha, Momonga-sama!”
“Is-isso é, o senhor mesmo se preocupou em nos servir água!”
É realmente necessário que fiquem tão felizes?
Aura sem se recusar mais, pegou o copo com ambas às mãos e bebeu com vigor. Gotas de água escorriam, elas fluíam para baixo, passando por sua garganta e continuaram até desaparecer em seu peito. Mare estava segurando o copo com as duas mãos e bebia com pequenos goles. Apenas de observá-los ficava evidente as diferenças entre suas personalidades.
Enquanto observava os dois, a mão de Momonga tocou seu próprio pescoço. Para ele, ainda parecia que havia uma camada de pele.
Seu corpo até agora não sentiu sede e nem sequer sono. Embora seja óbvio que Undeads não têm essas necessidades, percebendo que ele não era mais humano o fez querer pensar que tudo era uma piada.
Momonga continuou a tocar seu corpo. Não havia pele, músculos, vasos sanguíneos, nervos e órgãos, somente os ossos. Mesmo já sabendo, ele ainda não sentia que era verdade, então ele estava constantemente tocando seu corpo.
O sentido do tato era o mais básico e primordial dos seres humanos. Parecia que ele estava tocando algo com um pano no meio. Por outro lado, se eram seus sentidos auditivos e visuais, pareciam ter se tornado mais aguçados.
Quando alguém vê um corpo feito de ossos e nada mais, pensar que fraturaria facilmente fazia sentido. No entanto, cada osso era mais duro que o aço.
E apesar de ser completamente diferente do seu eu passado, ele teve uma estranha sensação de satisfação e realização. Parece que esta é a forma como seu corpo deveria ser. Talvez esta seja a razão pela qual ele não entrou em pânico quando seu corpo transformou-se em ossos.
“Querem mais?”
Momonga levantou o Infinite Flask e perguntou às duas crianças se elas queriam beber mais.
“Uh— Valeu! Mas já bebi demais!!”
“É mesmo? Que tal você, Mare? Ainda quer uma bebida?”
“Eh! Uh… Uh… Eu… eu já bebi o bastante. Eu não sinto mais sede.”
Balançando a cabeça em resposta, Momonga recolheu os dois copos mais uma vez e os colocou de volta em seu inventário.
Aura de repente sussurrou:
“Eu pensei que teria muito medo de você, Momonga-sama, pensei que seria mais assustador.”
“Ah? Sério? Se preferirem posso ser bem assustador…”
“Assim tá ótimo! Tá muito perfeito, é sério!”
“Então vou deixar as coisas assim.”
Ao ouvir as respostas entusiasmadas de Aura, Momonga ficou um pouco surpreso ao responder.
“Momonga-sama, com certeza você não vai ser gentil só pra nós, né?”
Momonga não sabia como responder à pergunta de Aura, então ele apenas acariciou a cabeça dela.
“Hehehe.”
Aura parecia com um filhotinho de cachorro que descobriu seu brinquedo favorito, enquanto Mare mostrava uma expressão de inveja.
De repente, uma voz foi ouvida:
“Huh? Eu fui a primeira a chegar ~arinsu?”
Embora sua fala fosse bastante madura, a voz soava bastante jovem e uma sombra emergia do chão. A sombra tomou lentamente a forma de um portal e alguém emergiu.
Ela usava um vestido elegante com uma cor escura, combinado com uma saia grande e encorpada. Na parte superior do tronco haviam laços de renda e babados curtos. Ela usava longas luvas de renda, então quase não havia pele exposta.
A única maneira de descrever suas belas características faciais, que mostravam uma pele que parecia porcelana, seria a “Beleza da Realeza”. Seu cabelo prateado estava penteado em um rabo de cavalo, por isso não cobria seu rosto e seus olhos tinham íris em vermelho bordô que mostravam um olhar cheio de sensualidade.
Parecendo ter cerca de 14 anos de idade, ou até mesmo mais jovem, sua aparência infantil era composta por um simples conjunto de fofura e classe, uma beleza digna da realeza. Mas tinha seios bem desenvolvidos, algo um pouco inconsistente levando em relação sua idade aparente.
“…Teletransporte instantâneo é proibido em Nazarick, não foi você quem disse pra não usar o 「Gate」atoa? Poderia muito bem ter vindo a pé até aqui, Shalltear.”
Próximo ao ouvido de Momonga veio uma voz impaciente. Aquele tom gelado não era do tipo usado para treinar cachorros. Ela estava cheia de hostilidade. Mare começou a tremer novamente e rapidamente deixou o lado da irmã dando pequenos passos. No entanto, a mudança repentina na atitude de Aura surpreendeu até Momonga.
A menina que usava o nível mais elevado de transferência mágica para vir aqui chamava-se Shalltear. Ela nem sequer olhou para o rosto sombrio de Aura, que estava em pé ao lado de Momonga e em vez disso, caminhou em direção a ele.
Seu corpo emitia um perfume intrigante.
“…Isso fede ~arinsu.”
Devido a ironia, Aura disse:
“Deve ser seu cheiro undead, já que sua carne deve estar podre.”
Talvez vendo Momonga erguendo os braços por reflexo para cheirá-los, Shalltear franziu a testa em desagrado:
“…Essas palavras são muito ofensivas. Momonga-sama é um undead e você sabe bem ~arinsu.”
“Como é? Tá maluca, Shalltear? Tá mesmo comparando o Momonga-sama com um undead ordinário como você!? Ele chegou num reino acima dos outros, deve até ser um Deus Undead.”
Ouvindo Shalltear, Mare tentava dizer algo, mas só proferia: “Ahh” e “Ehh”.
Embora fosse um pouco obscuro agora, em YGGDRASIL, Momonga era apenas um undead comum… Portanto, ele se sentiu um pouco inferior. Em suma, até onde sabia não haviam Undeads superiores ou um Deus Undead.
“Não, mas Nee-chan, suas palavras de antes foram um pouco ofensivas.”
“Oh, é sério? Tá, então, vou tentar de novo. Coff. Bem… Deve ser seu cheiro de carne morta em decomposição?”
“Isso… Assim está melhor.”
Concordando com a segunda tentativa de Aura, a mão de Shalltear se moveu em direção a delgada cabeça de Momonga e o abraçou:
“Ah, meu senhor, meu primeiro e único governante, oh meu querido mestre ~arinsu.”
Seus lábios vermelhos abriram expondo uma língua úmida. Sua língua era como uma criança limpando os lábios. E um aroma perfumado saiu de sua boca.
Embora fosse uma glamorosa beleza e pudesse ser identificada como tal, devido à sua aparente idade, as pessoas não podiam deixar de sorrir com o contraste. Sua altura não era suficiente, mesmo com força de vontade em abraçar seu pescoço, ela parecia mais estar pendurada como um pingente. Para Momonga, que não estava acostumado com mulheres, essa ação foi muito provocativa. Ele queria dar um passo para trás, mas no final ele decidiu ficar parado e não se mexeu.
…Ela tinha tal personalidade?
Este pensamento apareceu e permaneceu em sua mente.
Refletindo sobre o passado, ele se lembrou que essa garota foi criada por seu companheiro, Peroroncino, por isso, ter esse tipo de personalidade não era impossível. Já que ele gostava mais de Eroges do que de pessoas, ele também estava orgulhoso de dizer “Eroges são a minha vida.”
Shalltear Bloodfallen foi feita por um indivíduo tão… podre. .
A Guardiã dos 3 primeiros andares dentro da Grande Tumba de Nazarick, ela foi feita com a raça “Vampiro Real” e também a obra-prima de um amante de Eroges. Todas as configurações de todas as suas criações foram preenchidas com estereótipos de Eroges.
“…Num acha que já tá exagerando não?”
Pela primeira vez, Shalltear reagiu e rosnou bem baixo. Em seguida olhou para Aura com uma expressão de zombaria:
“Ara~, você ainda está aqui, baixinha ~arinsu? Eu não consegui mais ver você, então pensei que tivesse ido embora.”
Momonga não tinha a intenção de intervir para o que foi dito. O rosto de Aura estava tremendo, mas Shalltear ignorou completamente, encarou Mare e disse:
“Deve ser difícil ter uma irmã tão estranha. Seria melhor se você se afastasse dela o mais rápido possível, para que um dia não se torne como ela ~arinsu.”
O rosto de Mare mudou instantaneamente, porque ele soube que Shalltear pretendia usá-lo para começar uma briga com sua irmã.
Mas Aura apenas sorriu. E então—
“Faz muita abobrinha pra quem tem peitos falsos—”
—E a bomba foi jogada.
“…Que absurdo é esse que está dizendo—!”
Ah, sua personalidade foi totalmente destruída.
—Momonga não pode deixar de pensar isso para si mesmo.
Shalltear revelou plenamente a sua verdadeira natureza, e não falava tão pretensiosamente como antes.
“Dá pra dizer só de olhar— Que peitões estranhos, quantos enchimentos colocou aí dentro, hein?”
“Waah— waah.”
Shalltear agitou os braços tentando freneticamente cobrir o que Aura dissera sobre ela.
Do outro lado, Aura sorriu perversamente:
“Colocou enchimentos demais… Se viesse a pé eles sairiam do lugar, né?”
“Kuhii!”
Shalltear fez um barulho estranho quando Aura apontou para ela.
“Acertei na mosca! Hahaha! Você não pode esconder isso aí por mais tempo!!! Então é por isso que você não veio andando mesmo estando nessa situação, e por isso usou um 「Gate」 hah—”
“Cale a boca! Baixinha! Você é tão reta quanto uma tábua de passar roupas! Tenho pelo menos eu… Eu tenho muita coisa para mostrar.”
Shalltear contra-atacou desesperadamente. Naquele momento, Aura revelou um sorriso ainda mais perverso. Shalltear deu um passo para trás como se estivesse com medo. Como se por reflexo, Shalltear cobriu seus seios, estava patético.
“…Eu tenho apenas setenta e seis anos, tenho muito tempo ainda. Ao contrário de você, uma undead que não tem futuro. Mas que tristeza… você nunca vai chegar na puberdade.”
Shalltear não pode deixar de gemer e dar um passo para trás. Uma expressão sem palavras surgiu em seu rosto. Vendo o rosto dela, Aura revelou um sorriso assustador:
“E pra falar a verdade, por enquanto eu tô bem satisfeita com meus peitos! —Hah.”
Momonga pensou ter ouvido o som vindo do corpo de Shalltear quando sua sanidade finalmente retornou.
“Sua desgraçada—! Agora é tarde demais para se arrepender!”
Uma névoa negra derramou das mãos enluvadas de Shalltear. Aura pegou o chicote e se preparou para o confronto. Enquanto isso, podia-se ver Mare em pânico. Essa cena era familiar para Momonga, mas ele hesitou, imaginando se deveria ou não parar esses dois.
O criador da Shalltear, Peroroncino-san, e a criadora da Aura e Mare, Bukubukuchagama-san, eram irmãos que agiam assim várias vezes…
Com duas pessoas barulhentas ao fundo, Momonga lembrou das memórias de seus companheiros passados.
“Tão. Barulhento.”
Enquanto Momonga estava imerso em suas antigas memórias, uma criatura inumana falou em tom firme, totalmente impróprio à sua aparência. Para este som não natural, as duas pararam de brigar. Olhando para a origem do som, sem ter notado a sua chegada, elas viram uma figura com uma forma estranha e gélida. Era enorme, tinha 250 centímetros de altura e assemelhava-se a um inseto bípede, como se um demônio tivesse se fundido com um louva-a-deus e uma formiga.
Com uma longa cauda duas vezes a sua altura e cheia de pontas afiadas como sincelos de gelo, sua mandíbula era grande, parecia dar facilmente para encaixar uma mão entre ela.
Ambas as mãos seguravam uma Alabarda prateada, enquanto as duas mãos restantes seguravam uma maça que emitia uma aura negra e uma espada larga de aparência retorcida que não poderia ser embainhada.
Estava cercado por uma assustadora aura congelante. Seu exoesqueleto era de uma cor azul opaca e brilhava como pó de diamante. As protuberâncias que pareciam icebergs se projetavam de suas costas e ombros.
Era o Guardião do 5º Andar de Nazarick, “Regente do Rio Congelado” Cocytus.
Ele bateu com a extremidade inferior de sua Alabarda no chão e o entorno se congelou.
“Vocês. Estão. Diante. Do. Ser. Supremo, Mostrem. Respeito…”
“Esta baixinha está deliberadamente me provocando…”
“Só disse verdades—”
“Grhhh…”
Shalltear e Aura se olhavam com olhos penetrantes, já Mare estava em pânico com a situação.
Momonga finalmente voltou aos seus sentidos e deliberadamente usou uma voz impostada para advertir as duas:
“…Shalltear, Aura. Parem a discussão imediatamente.”
As duas estremeceram em choque, depois abaixaram as cabeças simultaneamente:
“Sinto muito!”
Momonga acenou ao aceitar suas desculpas e se virou:
“Você veio, Cocytus.”
“Recebendo. Suas. Ordens, Momonga-sama, É. Claro. Que. Eu. Compareceria. Imediatamente.”
A água presente no ar se congelava ao passar pelos pulmões de Cocytus, um jato de névoa branca e fria era ejetado de sua boca cada vez que respirava. Estava frio o suficiente para igualar inversamente as chamas do Primal Fire Elemental. Qualquer um que estivesse perto sofreria os efeitos da temperatura baixa, até mesmo queimaduras de gelo eram uma consequência. Mas Momonga não sentia nada. Todos aqui presentes eram resistentes a ataques de fogo, frio e ácido, ou tinham alguma maneira de lidar com eles.
“Ultimamente não tem havido nenhum intruso, é muito relaxante, não é mesmo?”
“Certamente.”
Sua mandíbula emitiu um som semelhante à intimidação de uma vespa, mas Momonga pensou que Cocytus estava sorrindo agora.
“Mesmo. Assim, Há. Coisas. Que. Eu. Preciso. Fazer, Portanto. Ainda. Não. Posso. Relaxar.”
“Oh? Há algo que você precisa fazer? Você poderia me dizer o que é?”
“Sim… Treinamento. Para. Ficar. Preparado. Para. Atacar. A. Qualquer. Momento.”
Embora sua aparência não mostrasse, Cocytus pertencia às classes Guerreiras. Sua personalidade e configurações foram projetados com a palavra “Guerreiro” em mente. Se os Guardiões fossem classificados através das habilidades com armas de ataque, poderia ser dito que Cocytus estaria em primeiro.
“Você fez tudo isso por mim? Você trabalhou arduamente e tem meus agradecimentos.”
“Apenas. Ouvir. Seus. Elogios. Fez. Valer. Meu. Treinamento— Oh, Demiurge. E. Albedo. Chegaram.”
O que você achou deste capítulo?
para reagir.


— Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
— Evite spoilers do capítulo ou da história.
— Comentários ofensivos serão removidos.
Use os comentários para conversar sobre a leitura sem estragar a experiência de quem ainda está acompanhando.