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Kill the SunCAP. 9185 MIN

Nick viajou até a cidade subterrânea.

A primeira coisa que fez foi apagar as memórias da Donzela do Gelo e da Base Perfurar o Céu da mente de todos, incluindo Samar.

Depois, desconectou a Base Perfurar o Céu da cidade.

Após desconectá-la, Nick construiu um gerador de Zephyx e empurrou a cidade subterrânea ainda mais fundo no subsolo.

Ela precisava estar o mais escondida possível.

Em seguida, Nick moveu a Base Perfurar o Céu mais próxima da superfície e a levou para bem longe da cidade subterrânea.

Ela precisava estar relativamente fácil de ser encontrada.

Se voltasse à sua posição antiga, tão profundamente enterrada, Nick não teria como justificar como a encontrou.

Quando terminou de mover a base, Nick entrou e apagou todas as evidências da presença humana.

Também substituiu o gerador de Zephyx por outro com menor produção.

O Zephyx armazenado havia caído bastante, e Nick precisava fazer parecer que a produção do novo gerador era compatível com o nível atual de energia.

Por fim, entrou na Unidade de Contenção.

Quando viu a Donzela do Gelo, seus olhos se estreitaram.

— Oh, você voltou — disse a Donzela do Gelo.

BANG!

Nick avançou como uma explosão e destruiu o corpo dela, deixando apenas o Núcleo de Espectro.

— Lembra quando nos conhecemos pela primeira vez? — perguntou Nick.

Nesse momento, Nick percebeu que sua habilidade não estava funcionando.

A Donzela do Gelo se recusava a permitir que suas memórias fossem apagadas.

— Se você recusar, vou te matar aqui mesmo — disse Nick. — Lembra quando nos conhecemos?

Mais uma vez, sua habilidade falhou.

— Você está disposta a se sacrificar pela humanidade? — perguntou Nick.

A Donzela do Gelo não podia responder.

— Então se sacrifique! Estou fazendo isso pela humanidade! Lembra quando nos conhecemos?

Falhou de novo.

Nick cerrou os dentes.

Abriu a Unidade de Contenção e saiu com o Núcleo de Espectro da Donzela do Gelo.

Finalmente, viajou até a Base Núcleo Profundo e entrou na Unidade de Contenção do Puro.

Nick jogou o Núcleo de Espectro na Unidade, e a Donzela do Gelo se recuperou.

— Eu não arriscarei as salvaguardas do Império! — disse a Donzela do Gelo com convicção.

O Puro olhou para a Donzela do Gelo e suspirou.

— Estamos fazendo isso pela humanidade — disse ele.

— Ele também apagou suas memórias? — perguntou ela.

— Não — disse o Puro. — Essa ideia foi meu plano.

— Por quê? Por que ele quer que eu esqueça tudo? — perguntou ela.

O Puro respirou fundo. — A Cuidadora escapou e se recusa a contar qualquer coisa. Ela não acredita mais na humanidade.

— Um sacrifício é necessário.

O Puro explicou tudo à Donzela do Gelo.

Quando ela ouviu, olhou para o chão.

Esse era um comportamento humano que ela havia internalizado.

— Então eu vou morrer de qualquer jeito? — perguntou a Donzela do Gelo.

— Queria que houvesse outra escolha — respondeu o Puro.

— Se você apenas tivesse colaborado — disse Nick — poderia ter morrido em paz. Nem saberia o que aconteceu.

— Estou fazendo isso pela humanidade! — acrescentou Nick. — O Puro já sabe tudo sobre engenharia, biologia e energia.

— Ele será o repositório central de conhecimento.

A Donzela do Gelo lançou um olhar furioso a Nick.

— Você está arruinando a esperança do Império!

— Estou mantendo a esperança do Império viva — respondeu Nick. — Sou o único capaz de se infiltrar no inimigo. Se eu não conseguir e matarmos o Sol, o planeta inteiro será destruído.

— Cada humano na Terra poderia saber tudo que os Iluminados sabiam. Poderíamos ter cem Extratores nível nove. Cem humanos de nível nove trabalhando com Energia Pura.

— E isso não faria diferença! — gritou Nick.

— Destruiríamos o Sol, mataríamos os guerreiros do inimigo, e sabe o que aconteceria depois?

— Eles lançariam uma arma criada pelos Antigos contra a Terra, matando todos!

A Donzela do Gelo ainda encarava Nick com raiva. — Você não sabe disso! Nunca viu essa arma!

— Não, mas tenho certeza de que ela existe. Seria estúpido não terem uma — respondeu Nick.

— Então como pode ter certeza? — perguntou ela.

— Eu não posso — disse Nick — mas você está disposta a arriscar? Quer que eu tente me infiltrar na base deles sem conhecimento de manipulação de energia? As chances de ser descoberto são altas demais. Infiltrar cedo demais seria arriscado demais.

— Precisamos ter certeza absoluta de que nada vai dar errado! Eu não posso correr riscos!

— O destino da humanidade está sobre meus ombros!

— Não tenho outra escolha. Você vai morrer! Se se recusar a deixar suas memórias serem apagadas, vou matá-la antes de alertar o Sol!

— Tudo bem, então faça! — gritou a Donzela do Gelo. — Se você for realmente humano no fundo, isso vai pesar na sua consciência. Você só não quer se sentir culpado por me matar.

— Isso é incorreto, e você sabe — disse Nick. — Se o Sol te encontrar, o perigo para mim, e por extensão para a Enfermeira Alice, será muito maior. Se eu te matar antes de o Sol descobrir, não terá impacto.

— E então — disse Nick olhando para o Puro — talvez eu também precise sacrificá-lo.

— Isso precisa ter um impacto significativo, para que eu não precise sacrificar mais. Cada sacrifício tem que valer a pena!

A Donzela do Gelo cerrou os dentes.

— Donzela — disse o Puro. — É pela humanidade.

A Donzela do Gelo olhou para o chão, relutante.

— Mas… o Império — disse ela.

— Vai viver — disse o Puro. — O Império nunca teve chance, porque nunca soube a localização do inimigo. Ele sabe a localização. Ele sabe do que o inimigo é capaz.

— Mesmo sem nosso conhecimento, as chances dele ainda seriam maiores do que as do Império.

— Porque o Império nunca teve chance desde o início.

— É hora de confiar no novo Imperador.

A Donzela do Gelo desviou o olhar.

Segundos de silêncio se passaram.

Então, uma expressão conflitante surgiu em seu rosto.

— Tudo bem — disse ela.

— Vá em frente.

— Vou me sacrificar pelo Império.

— Não é como se eu tivesse escolha.

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