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Kill the SunCAP. 8846 MIN

— Eu estou grávida? — a mulher perguntou, chocada.

— Ao que parece, sim — disse o médico. — Você tem licença para gestar?

A mulher ficou em choque, tomada pelo medo.

Ela sempre quis ter um filho, mas a cidade estava em capacidade máxima.

Ela não conseguiria uma licença nas próximas décadas.

— Não — respondeu com um tom fraco.

No momento seguinte, o médico colocou uma pílula sobre a mesa.

— Então, tome isto. O óvulo fertilizado será eliminado em minutos. Você não vai sentir nada — disse o médico.

A mulher ficou apavorada com a pílula.

Tomar aquilo parecia o mesmo que matar uma criança.

Criar a criança em segredo também não era uma opção.

Havia vigilância em todos os lugares, e crianças precisavam se sintonizar com a escuridão em algum momento de qualquer forma.

Já houvera casos de pessoas tentando dar à luz em segredo, mas nunca deu certo.

O governo sabia de tudo.

— Eu não quero matar meu filho — disse ela.

— Existe a possibilidade de pedir que outra mãe ceda a licença de gestação para você — disse o médico.

— Mas então ela teria que matar o filho dela, certo? — ela perguntou.

O médico assentiu.

A mulher ficou apavorada.

Ela apenas olhava para a pílula.

Era apenas um óvulo fertilizado.

Não deveria ser algo tão grave.

Mesmo assim, ela simplesmente não conseguia engolir a pílula.

Eventualmente, ela desabou em lágrimas.

Quando o médico viu aquilo, suspirou.

— Há uma outra opção, mas talvez você não goste — disse ele.

A mulher olhou para o médico com esperança.

— Há um programa governamental em andamento — disse ele. — Envolve o futuro da humanidade. Os detalhes são altamente confidenciais, e nem eu sei exatamente do que se trata. No entanto, se você concordar em participar do programa, poderá manter seu filho.

— Sim, claro! — a mulher gritou imediatamente. — Eu não consigo matar meu próprio filho!

O médico suspirou e enviou um formulário para a Semente da mulher.

A mulher era uma Heroína, e leu tudo em um instante.

Ao ver o conteúdo, ela respirou fundo.

Por fim, assinou e devolveu o formulário.

O médico leu o documento e ergueu as sobrancelhas, surpreso.

— Você aceitou? — ele perguntou.

Ela assentiu com firmeza.

O médico suspirou mais uma vez.

— Já ofereci isso para sete ou oito pessoas, e todas recusaram assinar.

— Meu filho é meu filho — disse a mulher. — Não importa quem ele vai se tornar. Ele sempre será meu filho.

O médico assentiu. — Vou encaminhar o formulário. Alguém vai entrar em contato com você nos próximos dias.

— Obrigada! — a mulher disse radiante.

Ela poderia ficar com seu filho!

E o melhor de tudo, ela teria permissão para criá-lo na escuridão!

Não precisaria mandá-lo para a zona da luz por dez anos!

A mulher voltou para casa e compartilhou a boa notícia com o marido.

No entanto, quando o marido soube dos detalhes, não ficou nada satisfeito.

— Como isso ainda seria meu filho? — ele perguntou friamente.

— Ele ainda será nosso filho. Só será… diferente — respondeu ela.

Uma grande discussão se seguiu.

No fim, o marido foi colocado diante de um ultimato.

Ser pai ou ir embora.

Relutantemente, ele escolheu ser pai.

Talvez não fosse tão ruim quanto o documento dizia.

Dois dias depois, a mulher foi chamada à sede do governo.

Encontrou outras nove mulheres ali, presentes pelo mesmo motivo.

Elas rapidamente criaram laços, e alguns minutos depois, duas pessoas entraram.

Uma delas era um médico desconhecido, enquanto a outra…

Todas prenderam a respiração.

Reconheceram aquela pessoa!

A Chanceler!

Já tinham visto imagens da Chanceler, mas nunca a haviam visto pessoalmente!

Samar fez um longo discurso sobre o futuro da humanidade.

Após o discurso, as dez mulheres receberam um frasco de pílulas cada.

Deviam tomar uma pílula a cada duas horas, por três dias consecutivos.

Felizmente, Heroínas não precisavam dormir, o que facilitava bastante.

A futura mãe fez tudo conforme instruído.

Sentiu bastante dor na fase inicial, mas como Heroína, estava acostumada com coisas bem piores.

A única coisa que realmente a preocupava era a saúde de seu filho.

Ela só esperava que ele não estivesse sofrendo.

Eventualmente, a dor cessou, e a gravidez seguiu normalmente.

Cerca de nove meses depois, entrou em trabalho de parto.

Como Heroína, ela não era obrigada a ir a um hospital para dar à luz.

Não havia perigo para o feto nem para a mãe.

No entanto, para esse nascimento, ela teve que ir ao hospital.

O médico e a Chanceler assistiram ao parto pessoalmente.

O parto ocorreu sem problemas, e a mãe pôde ver seu filho pela primeira vez.

A criança não chorou.

Apenas olhou ao redor, curiosa.

Quando a mãe viu seu filho pela primeira vez, algo tremeu dentro dela.

A criança já tinha alguns fios de cabelo negros como corvo na cabeça.

Os olhos eram de um vermelho vibrante, e a pele, pálida como cinza.

Não se parecia com os outros humanos, e ela sabia que ele não seria como os outros.

Mas aquele era seu filho, e ela o amava.

A mãe abraçou seu filho recém-nascido com amor.

O bebê parecia desinteressado na mãe e apenas observava o ambiente.

Mas a mãe não se importava.

Aquele era seu filho!

Enquanto isso, Samar olhava para a criança.

— Apatia emocional — disse o médico ao seu lado.

Naturalmente, aquele era Nick disfarçado.

— Eles só se interessam por si mesmos e pelo coletivo.

— Têm uma pequena capacidade de sentir amor, mas será algo muito amortecido.

— As crianças nascerão altamente inteligentes e talentosas.

— O Córtex Insular Anterior está significativamente menor. O Córtex Cingulado Anterior e o Córtex Somatossensorial também são reduzidos. Felizmente, o Giro Frontal Inferior está aprimorado.

— Embora talvez não consigam sentir muita empatia e tenham dificuldades para entender outras emoções, a capacidade ampliada de pensamento abstrato pode torná-los capazes de agir conforme o que os humanos percebem como certo ou errado.

— Mas a criança precisará treinar e focar nessa área se quiser ter uma vida com outros que não sejam como ela.

— De acordo com um conceito antiquado, poderíamos chamá-los de psicopatas inteligentes.

Nick suspirou.

— Se eu pudesse, teria feito diferente.

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